[Superliga] Ricardinho diz que a equipe de Maringá pode fechar as portas

Campeão olímpico em 2004, o levantador Ricardinho também é presidente do Maringá Vôlei (Foto: Lucilia Bortone/Sacandoovolei)

A pré-temporada curta, campanha irregular na Superliga e a lesões marcaram a temporada 2015/2016 do Copel Telecom Maringá. A equipe está em Juiz de Fora para a disputa da Seletiva para a Superliga Masculina 2016/2017 e decide hoje (30), às 19h30, a última vaga para o campeonato nacional contra o Juiz de Fora Vôlei.

Logo após a vitória de Maringá sobre o UPIS/Brasília, o levantador e presidente do clube paranaense, Ricardinho, disse ser um absurdo a existência de uma seletiva e também afirmou não ser certa a continuidade da equipe caso a vaga não seja conquistada esta noite. “Uma das equipes ficará fora e se a gente não permanecer, o projeto [de Maringá] acaba porque nossos patrocinadores são baseados na Superliga A. Uma das minhas reclamações como presidente é que a gente tem verba para permanecer na Série A e seria um absurdo a gente ter que ficar fora tendo uma equipe, enquanto outras caem e deixam de existir. Vamos ver, senão vou ter que fechar as portas e seguir a minha vida”, declarou.

Ricardinho também não poupou a CBV. “Como presidente, reclamo muito da existência de uma seletiva como essa. É um absurdo tanto para quem vem da Superliga B quanto para quem disputa a Série A. Acho que foi feita da forma errada. Fico triste, por tudo que fiz e venho fazendo pelo voleibol, em ver o que vem acontecendo principalmente com as equipes com recurso menor que sofrem bastante. Acho que a CBV deveria ajudar e estimular a equipe a permanecer [no esporte] e isso não vem acontecendo, é uma pena”, completou.

O jogador afirmou ainda que a partir de quinta-feira (31), o clube apresentará reclamações à Confederação. “As reclamações necessárias vão acontecer por parte de Maringá, não sei o que vai acontecer com Juiz de Fora. [Maringá e Juiz de Fora] São equipes que já tem um projeto de sucesso, independente se é de time grande, pequeno ou médio, são projetos reais e importantes que geram emprego para esse voleibol que dizem ser o melhor do mundo. Acredito que a CBV deveria fazer algo um pouco diferente do que foi feito nessa seletiva”, disse.

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