Maurício Bara: “O ginásio merece, a energia do ginásio merece”

Casa do JF Vôlei desde sua criação, em 2008, o ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) já recebeu campeões olímpicos e outras estrelas do voleibol mundial quando ainda eram promessas, e viveu, no último sábado (18), mais um momento histórico: a classificação da equipe mineira para os playoffs da Superliga Masculina. “A única coisa que me passou na cabeça quando estava 14 a 9, 14 a 10 foi o primeiro treino aqui quando o ginásio era velho”, palavras do idealizador do projeto e primeiro treinador do JF Vôlei, Maurício Bara, hoje diretor técnico da equipe.

dsc05886Na última temporada, o JF Vôlei terminou a competição na lanterna e só permaneceu na elite após vencer um torneio seletivo. Porém, o sonho dos playoffs já esteve próximo em duas oportunidades. “A gente sabia, no início do ano [temporada], que não era o objetivo principal – o principal era não cair, não é segredo –, mas as coisas foram acontecendo, os jogadores abraçando a ideia, o Henrique [Furtado] trabalhando de uma maneira espetacular com a comissão técnica. […] Tem a hora certa. Como perdemos a hora certa há dois, três anos quando nós perdemos a classificação nos jogos mais fáceis dentro de casa, deixando para reagir no final. Isso gera uma tensão natural e os meninos souberam lidar com isso de maneira espetacular. Agora vamos ladeira abaixo, soltar o freio de mão e ver até onde esse time vai”, avaliou Bara se referindo às campanhas das temporadas 2013/2014 e 2014/2015 quando a equipe ficou na nona posição.

Apoio local segue como desafio

A equipe surgiu como projeto de extensão da Faculdade de Educação Física e, em 2009, o JF Vôlei – que na época se chamava UFJF – disputou a Liga Nacional pela primeira vez. Dois anos depois foi vice-campeã da competição garantindo vaga para a Superliga. Apesar do acesso e permanência na Superliga A, conseguir apoio das empresas da cidade continua sendo um dos maiores desafios. “Não espero nada. A gente saiu de um time que jogava Jogos de Minas e passou para Liga Nacional e nada mudou; da Liga Nacional, fomos vice-campeões, subimos [para a Superliga], nada mudou; subimos para brigar por uma vaga nos playoffs e nada mudou; e agora não vai mudar. O trabalho não para. A única coisa que sei hoje é que vamos investir nossos esforços nas categorias de base. Fora isso é esperar”, comentou Bara.

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