[Liga Mundial] Na reedição da final olímpica, Brasil tem sua melhor atuação e vence a Itália

Dez meses após a final olímpica, Brasil e Itália voltaram a se enfrentar, desta vez pela primeira fase da Liga Mundial, disputada em Pesaro, na Itália. E, assim como aconteceu na Rio 2016, a seleção brasileira saiu vitoriosa: 3 x 1, parciais de (25 x 15, 17 x 25, 25 x 23 e 25 x 22). Vale ressaltar que, Brasil e Itália, com nove e oito títulos respectivamente, são os maiores vencedores desta competição.

Foi a melhor atuação da seleção do técnico Renan Dal Zotto, que encerra  o primeiro final de semana de disputas com duas vitórias e uma derrota. Nesta partida, o volume de jogo brasileiro foi amplamente superior aos dois primeiros jogos, o saque foi mais regular e, novamente, o oposto Evandro foi o maior pontuador, desta vez com 19 pontos. Na segunda semana de jogos, o Brasil viaja para Varna, na Bulgária, para enfrentar Canadá, Polônia e os donos da casa.

O jogo

A seleção brasileira entrou em quadra demonstrando muito volume de jogo e, com dois bloqueios em sequência, abriu vantagem no marcador (6 x 9). A Itália pareceu sentir a pressão imposta pelo adversário e cometeu muitos erros, foram oito ao longo do set, contra quatro dos brasileiros. Com dificuldades em seu ataque, o técnico Gianlorenzo Blengini fez algumas substituições, do outro lado, os atacantes brasileiros seguiam levando vantagem sobre a defesa italiana, com destaque para o oposto Evandro, que fez seis dos 14 pontos nesse fundamento pelo time brasileiro. Com ampla folga no marcador, o Brasil fez 15 x 25, em 26 minutos.

2º set

Quem achou que os italianos voltariam abatidos para a quadra se enganou, o que se viu foi uma Itália vibrante, com um bloqueio afiado, marcaram quatro pontos, e dominaram o set. O passe brasileiro caiu muito e o levantador Bruno não conseguia utilizar a bola rápida pelo meio. Do lado dos anfitriões, Antonov, que entrou para jogar no primeiro set e não saiu mais, conseguiu boas sequências no saque, os atacantes italianos cresceram na partida, sobretudo com Lanza, que foi o responsável pela melhor jogada da parcial [o jogador foi buscar a bola na arquibancada e, no contra-ataque, atacou para finalizar o ponto]. O técnico Renan promoveu muitas mudanças no time, mas a vantagem italiana já era muito ampla (17 x 11) e o time da casa se encaminhou, sem dificuldades, para fechar o set (25 x 17), em 32 minutos.

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–  O oposto Vettori(4), ao lado de Evandro, foram os maiores pontuadores com 19 pontos marcados. [ Foto; FIVB]

3º set Foi o set mais equilibrado, com as duas equipes sacando muito bem, apresentando muito ritmo de jogo e regularidade. Aproveitando os contra-ataques, o Brasil chegou a abrir cinco pontos(10 x 15), porém, o bloqueio italiano e os ataques do oposto Vettori, não deixavam os visitantes desgarrarem no placar por muito tempo(13 x 15). Com vantagem mínima a favor dos brasileiros e o final da parcial se aproximando(18 x 20), os italianos cresceram, fizeram quatro pontos consecutivos e viraram o marcador (22 x 20). Foi a vez da seleção verde e amarela buscar o prejuízo e empatar (23 x 23). Lucarelli foi para o saque e, com dois pontos diretos nesse fundamento, definiu o set a favor dos brasileiros (23 x 25), em 35 minutos.

4º set

O quarto set começou igual ao anterior, com os brasileiros comandando o marcador, mas os italianos, incentivados pela torcida, correndo atrás do placar desfavorável (4 x 8). A Itália não se entregou  e usando o bloqueio, igualou a parcial(16 x 16). Mauricio Souza, no saque balanceado, voltou a dar vantagem para os visitantes (16 x 21). Com cinco pontos de vantagem, os brasileiros chegaram ao ponto do jogo, mas viram Vettori ter uma ótima passagem no saque e a diferença diminuir para apenas dois pontos(22 x 24). Porém, o oposto italiano sacou para fora e definiu o set (22 x 25), em 34 minutos, e o jogo por 3 sets a 1.

Itália: Giannelli, Vettori, Lanza ,Randazzo, Piano, Buti e líbero Colaci

Entraram: Balaso, Pesaresi, Antonov, Sabbi, Botto

Técnico:  Gianlorenzo Blengini

Brasil: Bruno, Evandro, Lucarelli, Maurício Borges, Éder, Maurício Souza e  líbero Thales

Entraram: Tiago Brendle, Renan Murilo Radke, Rodriguinho, Otávio

Técnico: Renan Dal Zotto

[Foto: FIVB]

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