[Liga Mundial] Ngapeth comanda a França e adia o sonho do deca mais uma vez

Mais de 23 mil pessoas compareceram na Arena da Baixada, em Curitiba(PR), para torcer para o Brasil na final da Liga Mundial, em um partida que começou 23h de um sábado e se estendeu pela madrugada fria da capital paranaense. Se o começo foi bem animador para os brasileiros, a França, comandada por Earvin Ngapeth, tratou de acabar com o sonho do décimo título da competição dos brasileiros. Vitória de virada dos europeus por 3 sets a 2, parciais de (21×25, 25×15, 25×23, 19×25 e 15×13) e o bicampeonato para os franceses, que haviam conquistado o primeiro título em 2015, também no Brasil, só que em partida disputada no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A partida foi marcada por duas atuações brilhantes e disputa individual: o oposto Wallace e o ponteiro Ngapeth , principais atacantes de suas seleções, tiveram um aproveitamento de ataque acima da média. Com 28 pontos,  Ngapeth foi o grande protagonista, com um arsenal de belas jogadas, uma defesa que o jogador fez no tie-break merece ser destacada. Earvin foi eleito o MVP da competição.

Com nove títulos e maior vencedor, o Brasil não consegue o título desde 2010. Além disso, a equipe do técnico Renan Dal Zotto não conseguiu quebrar mais um tabu: conquistar essa competição em solo brasileiro. Desde 1993 [última vez em que o Brasil conquistou a Liga Mundial em casa, foram 3 tentativas e em nenhuma o Brasil saiu vitorioso.

O jogo

As equipes começaram a final da Liga Mundial demonstrando muito ritmo de jogo. De um lado, destaque para o setor defensivo e para os ataques de Ngapeth e Boyer, do outro, o bloqueio brasileiro teve seu melhor início [foram 3 pontos diretos nesse fundamento], além de Lucarelli e Wallace inspirados, levantando vantagem em relação a defesa adversária. O saque balanceado de Maurício Souza dificultou a recepção francesa e ajudou o time da casa a abrir vantagem (17×14).  Com muito ímpeto, o Brasil não deixava a França reagir, a recepção brasileira foi outro fundamento que funcionou muito bem e Bruno retribuía utilizando as bolas com seus centrais. Após 27 minutos, em ataque indefensável, Maurício Souza definiu o set (25×21) para os donos da casa.

Diferente do set anterior, os brasileiros começaram mal e viram uma França com outra postura em quadra, abrindo rapidamente uma ótima vantagem (3X8). O ataque do Brasil caiu de rendimento e o time foi acumulando erros, o que causou a inversão de 5-1, com Renan Buiatti e Rapha entrando nos lugares de Bruninho e Wallace. A equipe francesa passou a sacar cada vez melhor e o bloqueio, que não havia marcado no set anterior, foi

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Ngapeth fez 28 pontos e foi o protagonista da final. [Foto: FIVB]

responsável por seis pontos na segunda parcial e foi um dos fundamentos determinantes para os franceses construírem uma margem cada vez maior e definirem o set com incríveis dez pontos de vantagem (15×25), em 21 minutos.

A França voltou à quadra com a mesma intensidade que definiu o segundo set (5×10). Já o Brasil demonstrava apatia, vibrando pouco, tomando decisões precipitadas e observando o adversário jogar (12×16). Se o levantamento brasileiro estava impreciso, Toniutti recebia a bola na mão e aciona, sobretudo, o eficiente e genial Ngapeth. Outro ponto de destaque do time europeu era o líbero Grebennikov, que protagonizou defesas que pareciam impossíveis.  A equipe visitante chegou na reta final do set com três pontos de vantagem (15×18), porém, um desafio a favor dos brasileiros recolocou a seleção sul-americana no set (20×20), restabelecendo um equilíbrio e aumentando a tensão na final.  Porém, Le Roux, em bloqueio em cima de Wallace, deu números finais ao set (23×25), virando a partida para os franceses.

Precisando vencer para continuar com esperanças de conquistar o título, os brasileiros ditaram o início da parcial. Com ótima sequência de saques de Lucarelli, o time nove vezes campeão da Liga Mundial chegou a ter o dobro de pontos do adversário (10×5). Éder, que havia entrado no set anterior, colocou o Brasil com três pontos de vantagem na segunda parada técnica obrigatória (16×13). O levantamento nas pontas do Bruno, que não estava com precisão, melhorou e os ponteiros cresceram o aproveitamento de ataque (22×18).  Jogando mais alegre e empurrados pelos torcedores, a seleção da casa fechou e levou a decisão para o set decisivo.

Embalados com a vitória no set anterior, os brasileiros começaram à frente, após dois ataques de Lucarelli e se manteve à frente até a troca de lado (8×6). Na sequência, os franceses entram no set, buscaram a parcial e viraram. Novamente o saque francês fez a diferença e o central Le Roux conseguiu uma ótima sequência, levando seu time ao match point. Após 19 minutos, Clevernout colocou a bola no lado brasileiro e deu o bicampeonato para a França.   Mais cedo o Canadá bateu os Estados Unidos e conquistaram o inédito terceiro lugar.

Equipes:

Brasil: Bruno, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Maurício Souza, Lucão. Líbero: Thales

Entraram:  Renan Buiatti, Rapha. Éder, Tiago Brendle

Técnico: Renan Dal Zotto

França: Toniutti, Ngapeth, Le Roux, Boyer, Clevernot, Chinenyeze. Líbero:Grebennikov

Entraram:  Brizard, Rossard, Lyneel

Técnico:  Tillie Laurent

 

 

[Fotos: FIVB]

[Liga Mundial] Canadá brilha e leva o bronze inédito

A campanha histórica do Canadá na Liga Mundial foi coroada com o lugar no pódio em Curitiba. No início da noite de sábado (8), a seleção comandada por Stephane Antiga venceu os Estados Unidos por 3×1 (18×25, 25×20, 25×22, 25×21) e levou o bronze inédito.

Com a marcação de bloqueio afinada pra cima do ponteiro Sander, o Canadá conseguiu fazer valer sua organização defensiva para equilibrar o confronto, contando ainda com o apoio da torcida brasileira. A boa atuação do capitão Perrin deu aos canadenses o gás necessário para manter o ritmo após perder o 1º set. “Estou muito grato a todos que ajudaram o time até hoje, jogadores que sacrificaram muita coisa pelo time, grato pela oportunidade de ver os mais jovens terem essa experiência. Eles podem se tornar atletas muitos bons e aprender bastante com essa experiência. A cada ano alcançamos algo novo: estivemos nas Olimpíadas no Rio, fomos 5º colocados na Liga Mundial há quatro anos. Estou ansioso para ver o quão longe podemos chegar”, disse Perrin após a conquista.

A mudança de postura da equipe canadense, se funde com a chegada do treinador Stephane Antiga. Assim como em sua passagem pela seleção polonesa, o ex-jogador francês conseguiu transformar o potencial da equipe em confiança para brigar de igual para igual com qualquer adversário. “Não começamos bem e cometemos muitos erros, mas todos contribuíram para essa vitória. É uma conquista incrível para o Canadá, estamos muito felizes e, com certeza, será um incentivo para o crescimento do esporte no país. Acredito que esse resultado servirá de motivação para continuarmos a trabalhar forte”, comentou Antiga, campeão mundial com a seleção polonesa em 2014.

O próximo objetivo é a qualificação para o Mundial do próximo ano que será realizado na Itália e Bulgária. Os americanos e canadenses terão a oportunidade de classificação na qualificatória da Norceca que será realizada no final de setembro. Antes, também em setembro, os Estados Unidos disputam a Copa dos Campeões no Japão.

[Liga Mundial] França garante pódio e será adversário do Brasil na final

Dona da melhor campanha da fase de classificação, a seleção francesa confirmou a boa fase nesta Liga Mundial e venceu o Canadá na segunda semifinal desta sexta-feira (7). O triunfo por 3×1, na Arena da Baixada, foi mais um em que o ponteiro Earvin Ngapeth mostrou por que é considerado o melhor da sua posição atualmente. O jogador do Modena terminou o confronto como maior pontuador, com 24 acertos.

O volume de jogo e o saque foram as grandes armas dos Les Bleus diante do Canadá. “Eles fizeram uma boa partida na defesa, mas nós esperávamos isso. Eles são muito bons nesse fundamento, e quando jogamos contra, às vezes ficamos um pouco frustrados porque atacamos bem e com confiança, ainda assim eles conseguem defender e fazer muito bem a transição de contra-ataque”, analisou o capitão canadense Perrin. Neste sábado (8), às 20h, o Canadá encerra sua campanha histórica na Liga Mundial contra os Estados Unidos na disputa pelo bronze. “Agora vamos para a disputa do bronze como se fosse qualquer outra partida. Claro que será muito bom conquistar uma medalha e jogar contra nossos rivais, os Estados Unidos. Será uma boa partida”, completou o ponteiro.

Campeões em 2015 no Rio de Janeiro, os franceses disputam mais uma final em solo brasileiro, porém dessa vez contra os anfitriões. “Foi um jogo difícil, porque o Canadá jogou bem e colocou pressão com seus bloqueios. Felizmente, Ngapeth fez uma bela partida e trouxe a equipe de volta para o jogo. Estamos orgulhosos de estar aqui, no Brasil, jogando contra os anfitriões numa final da Liga Mundial. Será um grande desafio: o Brasil é a melhor seleção do mundo e queremos competir para ver em qual nível estamos”, disse o treinador da França, Laurent Tillie.

Após jogos em horários razoáveis durante toda a Fase Final, a decisão está marcada para o final da noite deste sábado e vai invadir a madrugada fria de Curitiba. Brasil e França entram em quadra às 23h05, com transmissão do Sportv, Rede Globo e FIVb.

Confira todos os resultados:

Fase Final Liga Mundial 2017 – Curitiba, Brasil

04.07 – Brasil 3 x 1 Canadá (25×21, 17×25, 25×19, 25×19)
04.07 – França 3 x 2 Estados Unidos (27×25, 20×25, 26×24, 17×25, 15×12)

05.07 – Rússia 0 x 3 Canadá (23×25, 27×29, 17×25)
05.07 – Sérvia 1 x 3 Estados Unidos (22×25, 23×25, 25×19, 22×25)

06.07 – Brasil 3 x 2 Rússia (25×18, 18×25, 25×19, 22×25, 16×14)
06.07 – França 3 x 2 Sérvia (25×21, 25×20, 17×25, 18×25, 15×11)

07.07 – Semifinal I – Brasil 3 x 1 Estados Unidos (25×20, 23×25, 25×20, 25×19)
07.07 – Semifinal II – França 3 x 1 Canadá (25×19, 22×25, 25×19, 25×21)

08.07 – 3º lugar – 20h – Estados Unidos x Canadá
08.07 – Final – 23h05 – Brasil x França

Com informações da FIVb.
Foto: FIVb