[Copa dos Campeões] Além do título com a seleção, Lucarelli é eleito MVP

Após comemorar o título da Copa dos Campeões, o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio em 2017 e um dos melhores na posição. Além de Lucarelli, o Brasil teve o central Lucão na seleção do campeonato.

Objetivamente, a seleção do campeonato pode render muita discussão e na Copa dos Campeões não foi diferente. O italiano Gianelli foi o melhor levantador, o norte-americano Anderson entrou como melhor oposto e Ide Satoshi, do Japão, foi o melhor líbero. Completam a seleção do torneio o central Piano (Itália) e o ponteiro Ebadipour (Irã).

Seleção do campeonato – Copa dos Campeões 2017

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Lucão e Piano (centrais), Anderson (oposto), Gianelli (levantador), Ebadipour (ponteiro), Lucarelli (ponteiro e MVP), Satoshi (líbero)

Fotos: FIVb

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[Liga Mundial] Ngapeth comanda a França e adia o sonho do deca mais uma vez

Mais de 23 mil pessoas compareceram na Arena da Baixada, em Curitiba(PR), para torcer para o Brasil na final da Liga Mundial, em um partida que começou 23h de um sábado e se estendeu pela madrugada fria da capital paranaense. Se o começo foi bem animador para os brasileiros, a França, comandada por Earvin Ngapeth, tratou de acabar com o sonho do décimo título da competição dos brasileiros. Vitória de virada dos europeus por 3 sets a 2, parciais de (21×25, 25×15, 25×23, 19×25 e 15×13) e o bicampeonato para os franceses, que haviam conquistado o primeiro título em 2015, também no Brasil, só que em partida disputada no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A partida foi marcada por duas atuações brilhantes e disputa individual: o oposto Wallace e o ponteiro Ngapeth , principais atacantes de suas seleções, tiveram um aproveitamento de ataque acima da média. Com 28 pontos,  Ngapeth foi o grande protagonista, com um arsenal de belas jogadas, uma defesa que o jogador fez no tie-break merece ser destacada. Earvin foi eleito o MVP da competição.

Com nove títulos e maior vencedor, o Brasil não consegue o título desde 2010. Além disso, a equipe do técnico Renan Dal Zotto não conseguiu quebrar mais um tabu: conquistar essa competição em solo brasileiro. Desde 1993 [última vez em que o Brasil conquistou a Liga Mundial em casa, foram 3 tentativas e em nenhuma o Brasil saiu vitorioso.

O jogo

As equipes começaram a final da Liga Mundial demonstrando muito ritmo de jogo. De um lado, destaque para o setor defensivo e para os ataques de Ngapeth e Boyer, do outro, o bloqueio brasileiro teve seu melhor início [foram 3 pontos diretos nesse fundamento], além de Lucarelli e Wallace inspirados, levantando vantagem em relação a defesa adversária. O saque balanceado de Maurício Souza dificultou a recepção francesa e ajudou o time da casa a abrir vantagem (17×14).  Com muito ímpeto, o Brasil não deixava a França reagir, a recepção brasileira foi outro fundamento que funcionou muito bem e Bruno retribuía utilizando as bolas com seus centrais. Após 27 minutos, em ataque indefensável, Maurício Souza definiu o set (25×21) para os donos da casa.

Diferente do set anterior, os brasileiros começaram mal e viram uma França com outra postura em quadra, abrindo rapidamente uma ótima vantagem (3X8). O ataque do Brasil caiu de rendimento e o time foi acumulando erros, o que causou a inversão de 5-1, com Renan Buiatti e Rapha entrando nos lugares de Bruninho e Wallace. A equipe francesa passou a sacar cada vez melhor e o bloqueio, que não havia marcado no set anterior, foi

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Ngapeth fez 28 pontos e foi o protagonista da final. [Foto: FIVB]

responsável por seis pontos na segunda parcial e foi um dos fundamentos determinantes para os franceses construírem uma margem cada vez maior e definirem o set com incríveis dez pontos de vantagem (15×25), em 21 minutos.

A França voltou à quadra com a mesma intensidade que definiu o segundo set (5×10). Já o Brasil demonstrava apatia, vibrando pouco, tomando decisões precipitadas e observando o adversário jogar (12×16). Se o levantamento brasileiro estava impreciso, Toniutti recebia a bola na mão e aciona, sobretudo, o eficiente e genial Ngapeth. Outro ponto de destaque do time europeu era o líbero Grebennikov, que protagonizou defesas que pareciam impossíveis.  A equipe visitante chegou na reta final do set com três pontos de vantagem (15×18), porém, um desafio a favor dos brasileiros recolocou a seleção sul-americana no set (20×20), restabelecendo um equilíbrio e aumentando a tensão na final.  Porém, Le Roux, em bloqueio em cima de Wallace, deu números finais ao set (23×25), virando a partida para os franceses.

Precisando vencer para continuar com esperanças de conquistar o título, os brasileiros ditaram o início da parcial. Com ótima sequência de saques de Lucarelli, o time nove vezes campeão da Liga Mundial chegou a ter o dobro de pontos do adversário (10×5). Éder, que havia entrado no set anterior, colocou o Brasil com três pontos de vantagem na segunda parada técnica obrigatória (16×13). O levantamento nas pontas do Bruno, que não estava com precisão, melhorou e os ponteiros cresceram o aproveitamento de ataque (22×18).  Jogando mais alegre e empurrados pelos torcedores, a seleção da casa fechou e levou a decisão para o set decisivo.

Embalados com a vitória no set anterior, os brasileiros começaram à frente, após dois ataques de Lucarelli e se manteve à frente até a troca de lado (8×6). Na sequência, os franceses entram no set, buscaram a parcial e viraram. Novamente o saque francês fez a diferença e o central Le Roux conseguiu uma ótima sequência, levando seu time ao match point. Após 19 minutos, Clevernout colocou a bola no lado brasileiro e deu o bicampeonato para a França.   Mais cedo o Canadá bateu os Estados Unidos e conquistaram o inédito terceiro lugar.

Equipes:

Brasil: Bruno, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Maurício Souza, Lucão. Líbero: Thales

Entraram:  Renan Buiatti, Rapha. Éder, Tiago Brendle

Técnico: Renan Dal Zotto

França: Toniutti, Ngapeth, Le Roux, Boyer, Clevernot, Chinenyeze. Líbero:Grebennikov

Entraram:  Brizard, Rossard, Lyneel

Técnico:  Tillie Laurent

 

 

[Fotos: FIVB]

[Liga Mundial] Brasil encerra fase de classificação com vitória sobre a Sérvia, mas ainda não convence

Já classificados para a Fase Final da Liga Mundial, Brasil e Sérvia fizeram, neste domingo (18), em Córdoba (Argentina), um jogo bem morno, muito diferente dos últimos confrontos entre as duas seleções.  Com uma atuação mais regular, mas ainda bem distante das melhores apresentações, novamente com muitas oscilações, a seleção de Renan dal Zotto saiu com uma vitória por 3 sets a 1, parciais de (25×22, 25 x 16, 17×25  e 25×23).

Com atacantes que são referências no voleibol mundial, cada uma das equipes marcaram 47 pontos de ataque na partida. A Sérvia se sobressaiu no bloqueio, foram 14 contra 8, fundamento em que o Brasil vem tendo uma atuação bem abaixo.  Já os brasileiros levaram vantagem no saque: 10 pontos diretos nesse fundamento, contra apenas cinco dos sérvios. 

Wallace, com 19 pontos, foi  o maior pontuador, seguido de perto pelo ponteiro sérvio

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Wallace foi o maior pontuador da partida com 19 pontos, sendo 17 de ataque, um de bloqueio e um de saque. (Foto: FIVB)

Marko Ivovic, que será companheiro do oposto brasileiro na equipe de Taubaté(SP), responsável por 18 acertos no jogo. 

Com o encerramento do terceiro e último final de semana de competições da primeira fase, o Brasil terminou com seis vitórias, três derrotas, 19 pontos e em segundo lugar na classificação geral, atrás somente da França.

O Brasil agora retorna ao Centro de Treinamentos em Saquarema(RJ), para se  preparar para a disputa da Fase Final da competição, que será disputada em Curitiba(PR), entre os dias 04 a 08 de julho. Além dos anfitriões, França, Sérvia, Canadá e Rússia já estão classificados; a última vaga ficará com Estados Unidos ou Bulgária.

O JOGO

Os atuais campeões olímpicos começaram melhor (6×3). Porém, com dois bloqueios e um ponto de saque de Podrascanin, os sérvios deixaram tudo igual.  O ataque do Brasil estava afiado, foram 16 pontos, com destaque para o central Lucão, que pontuou cinco vezes nesse fundamento (16×12). Mesmo à frente do marcador, os jogadores brasileiros demonstravam uma certa apatia em quadra e foram cobrados pelo levantador Bruno e o técnico Renan. Após contra-ataque de Wallace, a primeira parcial foi definida: 25 x22, em 26 minutos.

2º set

A equipe brasileira voltou com uma nova postura e viram o adversário cair de rendimento, além de demonstrarem pouco poder de reação. Logo no início, o Brasil já dominava a parcial, após bloqueio de Bruno, os brasileiros tinham o dobro de pontos da Sérvia (10×5). O ataque continuou funcionando muito bem e o bloqueio foi outro fundamento que demonstrou uma melhora nesse set, foram quatro pontos, mesmo número que os sérvios marcaram. Com uma excelente vantagem (18×7), os brasileiros se encaminharam para fechar o set com muita tranquilidade (25×16), em 24 minutos.

3º set

Se o Brasil dominou o set anterior, o terceiro foi todo da seleção europeia. O ponteiro Ivovic, novo jogador do Funvic/Taubaté, foi o principal atacante no set e um dos responsáveis pela Sérvia ficar à frente durante toda a parcial (10×15). O ataque sérvio teve um ótimo aproveitamento, foram 17 pontos, enquanto os brasileiros marcaram apenas oito. O técnico Renan fez a inversão de 5-1, tentando modificar sua equipe e reagir, mas não foi o suficiente. O adversário se impôs e venceu por 25×17, em 25 minutos.

4º set

Foi o início mais equilibrado da partida (4×4). Os times iam se revezando na liderança do marcador e ninguém conseguia se desgarrar. Na volta do tempo técnico, Maurício Souza conseguiu um ponto direto de saque e os brasileiros abriram vantagem mínima (17×15). A Sérvia foi buscar a desvantagem e deixou tudo igual (20×20), porém, Bruno voltou a comandar o time brasileiro e, no bloqueio simples, recolocou a equipe sul-americana à frente do placar (22×20). O oposto Wallace chamou a responsabilidade do para si e, com um ace e um ataque indefensável, deu números finais ao set (25×23), em 30 minutos, e ao jogo: 3 sets a 1.

EQUIPES:

Brasil: Bruno, Lucarelli, Lucas, Wallace, Maurício Borges e Maurício Souza. Líbero: Thales

Entraram: Tiago Brendle, Renan, Evandro e Rapha

Técnico: Renan dal Zotto

Sérvia: Jovovic, Ivovic, Lisinac, Luburic, Kovacevic e Podrascanin. Líbero: Majstorovic

Entraram: Kátic, Kujundzic, Buculjevic e Blagojevic

Técnico: Nikola Grbic

 

[Foto: FIVB]

[Liga Mundial] Brasil oscila e perde para a Bulgária

A seleção brasileira encerrou o segundo final de semana de disputas da Liga Mundial com derrota. Jogando em Varna, na Bulgária, os brasileiros enfrentaram uma Arena lotada, além de um saque eficiente da seleção da casa, e viram, neste domingo (11), a invencibilidade contra os búlgaros que já durava 10 anos, cair. Vitória dos europeus por 3 sets a 1, parciais de (25×22, 25×19, 23×25 e 25×19).

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– Foram 39 erros cometidos pelos jogadores brasileiros. [Foto: FIVB]

Como a equipe de Renan Dal Zotto já está classificado para a Fase Final, por ser sede da competição, o técnico seguiu modificando o time. O levantador Murilo Radke teve a chance de começar o jogo como titular, mas com o Brasil enfrentando dificuldades boa parte do tempo, o treinador promoveu a entrada do Bruno. A equipe apresentou uma melhora, mas não o suficiente para superar o adversário.

Com uma atuação irregular, 39 erros ao longo da partida, a equipe brasileira não conseguia parar o forte poder ofensivo dos anfitriões, sobretudo do oposto Sokolov, maior pontuador da partida com 19 pontos.  Outro fundamento de destaque foi o saque muito eficiente búlgaro que dificultou muito a recepção, fora os sete aces, contra quatro do Brasil. O bloqueio brasileiro, que já não havia ido muito bem no jogo anterior, voltou a demonstrar ineficiência, foram seis pontos no jogo, contra 11 do adversário.

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– _ Salparov e Nikolov  faziam questão de comemorar cada ponto búlgaro. [Foto: FIVB]

Além de enfrentar uma Bulgária determinada a derrotar o maior campeão da Liga Mundial, o Palácio de Cultura e Esportes estava lotado e foi um ingrediente a mais para a rivalidade dentro de quadra se aflorar. O central Nikolay Nikolov era um dos que a cada ponto fazia questão de fazer comemorações efusivas, o que estava incomodando os jogadores brasileiros, que não conseguiram reagir.

Porém a derrota já é passado, o Brasil já está se preparando para a terceira fase da competição, que será realizada entre os dias 16 a 18 de junho, na cidade de Córdoba, na Argentina. Os adversários da equipe brasileira serão os argentinos, a Sérvia e, novamente, a Bulgária, uma chance de devolver a derrota sofrida, desta vez em território neutro. E a expectativa é de que o ponteiro Lipe, o levantador Rapha e o oposto Wallace se juntem ao elenco .

EQUIPES

BRASIL – Murilo Radke, Renan, Otávio, Maurício Souza, Maurício Borges e Lucarelli. Líbero – Thales

Entraram – Tiago Brendle, Bruno, Rodriguinho, Éder, Lucão

Técnico: Renan Dal Zotto

BULGÁRIA – Bratoev, Penchev R., Yosifov, Penchev N., Nikolov e Sokolov Líbero – Salparov

Entraram – Skrimov, Gotsev

Técnico: Plamen Konstantinov

 

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[Liga Mundial] Brasil vence Canadá de virada e conquista a terceira vitória na competição

Nesta sexta-feira (9), na primeira partida do segundo final de semana da Liga Mundial, a seleção brasileira conquistou, de virada, uma vitória por 3 sets a 1 diante do Canadá, parciais de (23 x 25, 25 x 20, 25 x 22 e 25 x 23), em partida disputada em Varna, na Bulgária. Mesmo com desfalque de Evandro, jogador que foi o maior pontuador nas três primeiras partidas do Brasil, poupado por dores na panturrilha, a seleção demonstrou poder de reação e segue se ajustando e ganhando confiança para a Fase Final, já que por ser sede, já está classificado.

 Renan Buiatti, oposto canhoto de 2,17m, teve a oportunidade de começar jogando e aproveitou a oportunidade, o atleta foi o maior pontuador brasileiro, com 19 acertos, sendo 16 de ataque, dois de bloqueio e um de ataque. O jogador falou sobre sua atuação:

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-Renan teve um início irregular, mas depois se ajustou e foi o maior pontuador brasileiro do jogo. [ Foto: FIVB]

“Foi muito bom conseguir essa vitória na minha primeira partida como titular. Foi difícil para mim. Acho que há uns três meses que eu não começava jogando, desde que saí da Superliga, e é diferente de estar só treinando. Comecei meio devagar, mas depois, do meio para frente, o meu jogo fluiu melhor e consegui ajudar mais a seleção, que é o meu principal objetivo. O mais importante é sempre a vitória do Brasil”,

Foi a terceira vitória dos brasileiros em quatro jogos disputados. A única derrota foi na estreia diante da Polônia, seleção que será adversária dos últimos campeões olímpicos neste sábado (10). A partida será às 10h40 (horário de Brasília) e terá transmissão do Sportv.

Seleções:

Canadá: Walsh, Perrin, Barnes, Hoag, Vigrass, Vandoorn e Bann

Entraram:  Derocco, Sanders, Evans, Van Berkel e Marshall

Técnico:   Stéphane Antiga

Brasil: Bruno, Renan, Maurício Souza, Lucão, Lucarelli, Douglas Souza e Thales

Entraram: Tiago Brendle, Maurício Borges, Éder,Murilo Radke e  Otávio

Técnico: Renan Dal Zotto

 

 

[Fotos: FIVB ; com informações da CBV]

[Liga Mundial] Na reedição da final olímpica, Brasil tem sua melhor atuação e vence a Itália

Dez meses após a final olímpica, Brasil e Itália voltaram a se enfrentar, desta vez pela primeira fase da Liga Mundial, disputada em Pesaro, na Itália. E, assim como aconteceu na Rio 2016, a seleção brasileira saiu vitoriosa: 3 x 1, parciais de (25 x 15, 17 x 25, 25 x 23 e 25 x 22). Vale ressaltar que, Brasil e Itália, com nove e oito títulos respectivamente, são os maiores vencedores desta competição.

Foi a melhor atuação da seleção do técnico Renan Dal Zotto, que encerra  o primeiro final de semana de disputas com duas vitórias e uma derrota. Nesta partida, o volume de jogo brasileiro foi amplamente superior aos dois primeiros jogos, o saque foi mais regular e, novamente, o oposto Evandro foi o maior pontuador, desta vez com 19 pontos. Na segunda semana de jogos, o Brasil viaja para Varna, na Bulgária, para enfrentar Canadá, Polônia e os donos da casa.

O jogo

A seleção brasileira entrou em quadra demonstrando muito volume de jogo e, com dois bloqueios em sequência, abriu vantagem no marcador (6 x 9). A Itália pareceu sentir a pressão imposta pelo adversário e cometeu muitos erros, foram oito ao longo do set, contra quatro dos brasileiros. Com dificuldades em seu ataque, o técnico Gianlorenzo Blengini fez algumas substituições, do outro lado, os atacantes brasileiros seguiam levando vantagem sobre a defesa italiana, com destaque para o oposto Evandro, que fez seis dos 14 pontos nesse fundamento pelo time brasileiro. Com ampla folga no marcador, o Brasil fez 15 x 25, em 26 minutos.

2º set

Quem achou que os italianos voltariam abatidos para a quadra se enganou, o que se viu foi uma Itália vibrante, com um bloqueio afiado, marcaram quatro pontos, e dominaram o set. O passe brasileiro caiu muito e o levantador Bruno não conseguia utilizar a bola rápida pelo meio. Do lado dos anfitriões, Antonov, que entrou para jogar no primeiro set e não saiu mais, conseguiu boas sequências no saque, os atacantes italianos cresceram na partida, sobretudo com Lanza, que foi o responsável pela melhor jogada da parcial [o jogador foi buscar a bola na arquibancada e, no contra-ataque, atacou para finalizar o ponto]. O técnico Renan promoveu muitas mudanças no time, mas a vantagem italiana já era muito ampla (17 x 11) e o time da casa se encaminhou, sem dificuldades, para fechar o set (25 x 17), em 32 minutos.

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–  O oposto Vettori(4), ao lado de Evandro, foram os maiores pontuadores com 19 pontos marcados. [ Foto; FIVB]

3º set Foi o set mais equilibrado, com as duas equipes sacando muito bem, apresentando muito ritmo de jogo e regularidade. Aproveitando os contra-ataques, o Brasil chegou a abrir cinco pontos(10 x 15), porém, o bloqueio italiano e os ataques do oposto Vettori, não deixavam os visitantes desgarrarem no placar por muito tempo(13 x 15). Com vantagem mínima a favor dos brasileiros e o final da parcial se aproximando(18 x 20), os italianos cresceram, fizeram quatro pontos consecutivos e viraram o marcador (22 x 20). Foi a vez da seleção verde e amarela buscar o prejuízo e empatar (23 x 23). Lucarelli foi para o saque e, com dois pontos diretos nesse fundamento, definiu o set a favor dos brasileiros (23 x 25), em 35 minutos.

4º set

O quarto set começou igual ao anterior, com os brasileiros comandando o marcador, mas os italianos, incentivados pela torcida, correndo atrás do placar desfavorável (4 x 8). A Itália não se entregou  e usando o bloqueio, igualou a parcial(16 x 16). Mauricio Souza, no saque balanceado, voltou a dar vantagem para os visitantes (16 x 21). Com cinco pontos de vantagem, os brasileiros chegaram ao ponto do jogo, mas viram Vettori ter uma ótima passagem no saque e a diferença diminuir para apenas dois pontos(22 x 24). Porém, o oposto italiano sacou para fora e definiu o set (22 x 25), em 34 minutos, e o jogo por 3 sets a 1.

Itália: Giannelli, Vettori, Lanza ,Randazzo, Piano, Buti e líbero Colaci

Entraram: Balaso, Pesaresi, Antonov, Sabbi, Botto

Técnico:  Gianlorenzo Blengini

Brasil: Bruno, Evandro, Lucarelli, Maurício Borges, Éder, Maurício Souza e  líbero Thales

Entraram: Tiago Brendle, Renan Murilo Radke, Rodriguinho, Otávio

Técnico: Renan Dal Zotto

[Foto: FIVB]

[Liga Mundial] Com novatos, Brasil enfrenta o primeiro desafio após a ‘era Bernardinho’

Renan dal Zotto, novo técnico da seleção masculina de vôlei, estreia, nesta sexta-feira(02) oficialmente no comando da equipe. O Brasil, nove vezes campeão da Liga Mundial, irá fazer três jogos nesta semana, respectivamente contra Polônia, Irã e Itália, com todos os confrontos da primeira rodada sendo realizados na cidade de Pesaro, na Itália. Na segunda semana de competições, a sede será Varna, na Bulgária, e, fechando a fase classificatória, os brasileiros irão viajar para Córdoba, na Argentina. A fase final será disputada na Arena da Baixada, em Curitiba, entre os dias 4 a 8 de julho.

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_  Um dos novatos, o oposto Otávio disputa posição com três campeões olímpicos: Maurício Souza, Lucão e  Éder. (Foto: Daniel Zappe/ Divulgação CBV)

Dos 18 jogadores que treinavam no Centro de Treinamento em Saquarema (RJ), 14 foram relacionados para essa etapa, sendo oito campeões olímpicos: o levantador Bruno, os centrais Éder, Maurício Souza e Lucão, os ponteiros Lucarelli, Douglas Souza e Maurício Borges e o oposto Evandro. Os outros atletas convocados foram o levantador Murilo Radke, o oposto Renan Buiatti, o ponteiro Rodriguinho, o central Otávio e os líberos Thales e Tiago Brendle.

Os outros quatro atletas seguem treinando no Brasil, na Vila Leopoldina, sede do Sesi SP, e deverão ser aproveitados na Argentina, são eles: Rapha (levantador), Lipe (ponteiro), Lucas Lóh (ponteiro) que se recupera de uma lesão nas costas, e Wallace (oposto), que na semana passada acompanhou o nascimento do filho Max. Isac (central) e Rafael Araújo (oposto), que não fazem parte da lista da competição, foram convidados para treinar.

Confira a tabela de jogos da primeira fase do Brasil:

jogos bra

 

 *horário oficial de Brasília 

Fotos: Daniel Zappe/MPIX/CBV