[Seleção Brasileira] Após 16 anos, ‘Era Bernardinho’ chega ao fim; seleção já tem novo treinador

Depois de 16 anos no comando da seleção masculina, Bernardo Rezende, o Bernardinho, não é mais técnico do Brasil. Após meses de especulações, dúvidas e pedidos de “Fica, Bernardinho”, o anúncio foi feito oficialmente nesta quarta-feira (11), pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), na sede da empresa, no Rio de Janeiro. No lugar do comandante multicampeão, entra Renan Dal Zotto, que nos últimos anos estava trabalhando como coordenador das seleções de quadra.

Renan, foi jogador da “geração de prata” (1984), e técnico da extinta equipe da Cimed, Florianópolis, revelando Bruno, Éder, Lucão, Sidão e outros para a seleção principal. Dal Zotto também é amigo pessoal de Bernardinho. “ Quando recebi o convite, tive que ligar para o Bernardo. Além de ser uma referência técnica, ele é um amigo. E só aceitei porque o Bernardo disse que participaria desse processo”.

bernardinho12-e1474888241903

-Renan  é amigo pessoal do ex técnico. E faz questão de contar com o auxilio de Bernardo nesse momento. (Foto: Arquivo/Reprodução Internet)

De acordo com o diretor da CBV, Radamés Lattari, o ex técnico da seleção brasileiro ocupará o cargo de coordenador técnico da equipe brasileira. “O Bernardo será coordenador da seleção masculina e fará também um trabalho com a base, porque ele gosta bastante deste trabalho de formação. ”

 A ERA BERNARDINHO

Bernardinho chegou à seleção masculina no dia 04 de maio de 2001, em amistoso contra a Noruega, que servia como preparação para a Liga Mundial, competição que o Brasil se saiu vencedor naquele ano. Depois, o técnico ainda iria ganhar mais sete títulos desta mesma competição (2002,2004,2005,2006, 2007, 2009 e 2010).

2004

– Ouro em 2004, com a geração mais vitoriosa da Era Bernardinho. Foto: Reprodução Internet)

São mais de 30 títulos com o time brasileiro, incluindo três títulos mundiais (2002,2006 e 2010), duas pratas olímpicas (2008 e 2012), dois ouros olímpicos (2004 e 2016), sendo a medalha olímpica conquistada nas Olimpíadas do Rio, a última conquista do técnico à frente do time verde e amarelo.  Na Era Bernardinho, o Brasil disputou todas as finais de Olimpíadas e Mundial que disputou.

Além disso, antes de assumir a seleção masculina, Bernardo conquistou duas medalhas de bronze olímpicas (1996 e 2000) como treinador da seleção brasileira feminina, totalizando seis medalhas olímpicas no vasto e vencedor currículo do treinador.

 

 

[Mineiro] JF Vôlei fecha primeira fase contra o Montes Claros hoje (15)

Na noite desta quinta-feira (15), o JF Vôlei faz sua última partida válida pela primeira fase do Campeonato Mineiro de 2016, às 19h30. O adversário da vez é o Montes Claros Vôlei. Na última semana as equipes se enfrentaram no Norte de Minas e os juiz-foranos foram superados por 3×0 (25×15, 25×19 e 25×17).

Juiz de Fora acumula cinco derrotas em cinco partidas disputadas e Montes Claros conquistou seus primeiros pontos na competição no confronto do último fim de semana. O Sada Cruzeiro segue como líder da competição e venceu o Minas na noite de ontem (14), em Sete Lagoas, por 3×0. O jogo marcou a estreia do oposto Evandro e o retorno de William ao time cruzeirense após a conquista do ouro nos Jogos Olímpicos do Rio.

A fase de classificação termina no dia 30 de setembro com o clássico entre Sada Cruzeiro e Minas Tênis Clube. As semifinais e final ainda não têm data definida.

[Olimpíadas] Começo ruim, final de ouro: Brasil é tri no Maracanãzinho

GalleryPic (1)Na tarde deste domingo (21), último dia dos Jogos Olímpicos de 2016, a seleção brasileira fez história e conquistou sua terceira medalha de ouro no vôlei masculino. O título veio após a vitória suada diante da Itália por 3×0 (25×22, 28×26, 26×24) e consagrou o líbero Serginho como um dos maiores medalhistas do Brasil. Além de fechar seu ciclo na seleção, o jogador foi escolhido o MVP dos Jogos.

Com a apoio da torcida, que lotou o Maracanãzinho, a seleção brasileira reverteu o placar em todas as parciais e, numa noite brilhante do levantador Bruninho, Wallace conseguiu dar um nó na defesa italiana. “Estou feliz pelo Bruno, por tudo o que disseram sobre ele, principalmente em Pequim. A dupla Bruninho e Lucão foi imparável, e o Wallace entrou no hall dos grandes jogadores da nossa história”, disse o técnico Bernardinho, que ainda não definiu o seu futuro à frente da seleção.

Os ponteiros Lipe e Lucarelli mantiveram o ritmo e a performance que tiraram o Brasil do buraco na última rodada da fase de grupos contra a França: destruindo a recepção italiana, sobrecarregando o ponteiro Lanza no passe e mandando a pressão para o jovem levantador Gianelli. Do lado europeu, o saque – arma mais potente da equipe – não rendeu na final e contribuiu para o número de erros da seleção italiana.

euaita_podio_rio2016Embora saia do Rio com a derrota, a prata é uma grande conquista para mais uma forte geração italiana que continuará dando trabalho nas competições internacionais.

Despedidas e virada na decisão do bronze

Mais despedidas olímpicas marcaram a decisão do bronze: os veteranos Priddy (EUA), Tetyukhin (Rússia) e David Lee (EUA) não devem participar do ciclo dos Jogos de Tóquio. Campeão em 2008 diante do Brasil, Priddy foi importante na virada americana na conquista do bronze na manhã de hoje. Os Estados Unidos perdiam da Rússia por 2×0 e após a entrada do veterano levou a decisão para o tie-break. “Dói de uma maneira enorme. Quase vencemos. Jogamos melhor do que jogamos contra o Brasil. Jogamos melhor até o fim, mas os resultados não vieram a nosso favor. Não existe ninguém no time que eu possa criticar, todos deram o melhor de si. Quero agradecê-los. Eles são uma equipe excelente e terão um futuro excelente”, disse Tetyukhin.

GetImage

Com informações da FIVb.
Fotos: FIVb