[Superliga] Com temporada vitoriosa dentro de fora das quadras, Leal tem um só desejo

Yoandry Leal Hidalgo, 27 anos, nascido em Havana, Cuba, e há quatro anos é o ponteiro da equipe do Sada/Cruzeiro, time mais vitorioso da história do voleibol nacional. No domingo (10), Leal venceu a sua terceira Superliga, a quarta da equipe mineira, e fechou com chave de ouro mais uma temporada recheada de conquistas.

Só em 2015/2016 o Cruzeiro venceu o Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Supercopa, Sul-americano e Mundial de Clubes. Com 22 acertos na grande final, Leal foi eleito o melhor jogador da decisão. Muito feliz com mais uma conquista individual, o jogador falou que apenas cumpriu com seu dever e não deixou de ressaltar a equipe.  “Acho que essa é minha função. A minha e do Wallace. Temos a responsabilidade de virar bola. Preciso cumprir o meu papel e está sendo bom. Em cinco campeonatos que disputei fui o melhor jogador. Nós fizemos uma temporada maravilhosa. Não tenho palavras para descrever a sensação que estou sentindo. Não tem nada parecido ganhar tudo o que ganhamos”.

O ponteiro também comentou sobre o favoritismo do Sada/Cruzeiro e como o time soube lidar com a perda do 1º set e virar o jogo. “Todo mundo quer ganhar da gente. Foi um jogo muito difícil onde quem errou pouco ganhou. Entramos bem, mas aconteceu aquele 1 a 0 que não deveria. E a gente não podia mais errar para não ter surpresa. Numa decisão você tem que estar 120%”.

Ao ser questionado se o time ainda tem metas a serem atingidas, o jogador foi contundente. “Sempre temos, nós trabalhamos muito. É um time que tem uma base de seis anos, por isso estamos dominando. Se alguém vai ser capaz de fazer o mesmo que conseguimos? Acho que se conseguirem montar uma boa equipe e uma boa estrutura há uma possibilidade. Aqui todos os anos nós temos uma meta diferente”.

Acumulando títulos dentro das quatro linhas, Leal ainda conquistou mais um, desta vez fora das quadras: a cidadania brasileira, o que deixou mais perto do sonho de defender a seleção brasileira, mas pelas regras da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), são necessários dois anos de prazo contando a partir da data do recebimento da documentação na Suíça [sede da Instituição], ou seja, Leal só poderia vestir oficialmente a “amarelinha” em 2018.

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_ Leal em momento de descanso. [Foto: Mariangela Herédia]

Com esse sonho adiado um pouco mais, Leal seguirá voando alto pelo Cruzeiro e visando mais conquistas. O brasileiro naturalizado revelou que renovou o contrato com o time mineiro até 2018, mas que agora só tem um desejo. “Descansar, nós precisamos muito de férias depois dessa temporada”, disse rindo.

[Foto de capa:        CBV/Divulgação]

[Superliga] Em jogaço, Sada Cruzeiro vira sobre Brasil Kirin e conquista o tetracampeonato

A final da Superliga 2015/2016, disputada nesta manhã de domingo, em Brasília, reservou muita emoção. Para quem apostava em um jogo fácil para o Cruzeiro, viu um jogo em que o Vôlei Brasil Kirin demonstrou muita garra, assim como já havia demonstrado ao longo da temporada, e exigiu o máximo dos cruzeirenses, que tiveram que virar partida para conquistar o tetra da competição. No final, o Sada Cruzeiro fez 3×1 em cima do Vôlei Brasil Kirin (23×25,25×23, 25×15 e 30×28), e levou seu terceiro título consecutivo na Superliga. O ponteiro Leal, com 22 acertos, foi eleito o melhor jogador em quadra e recebeu o Viva Vôlei.

O técnico Marcelo Mendez fez questão de ressaltar mais um recorde quebrado por sua equipe. Agora, Cruzeiro tem quatro títulos da competição, assim como Minas e a extinta Cimed. “Somos um time que fez história no Brasil e a felicidade é muito grande. O nosso grupo é batalhador e sempre acreditou na comissão técnica e no projeto do Sada Cruzeiro. O resultado disso tudo são os títulos e as vitórias que tivemos”, disse.


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Final da competição reserva expectativa de quebra de recordes

Pelo lado do Brasil Kirin, muito emocionado, o ponteiro Lucas Loh lamentou a derrota, mas elogiou a campanha dos campineiros.“Fica um gostinho ruim na boca. O nosso time tinha qualidade e um grupo unido para ganhar essa final. Fico até emocionado, é difícil falar nessa hora. É muito difícil ganhar destes caras, e infelizmente não deu. Por outro lado estou muito feliz por ajudar a trazer o projeto pela primeira vez a uma final. É um orgulho muito grande. Vamos batalhar ainda mais para conseguir melhores resultados. O Sada também começou assim, eu estava lá. Fui vice no Mineirinho contra o Sesi-SP com eles. Espero que a gente siga os passos do Sada”, explicou Lucas Loh.

 O JOGO

 A final começou com muito volume de jogo. Com a recepção das equipes funcionando muito bem, os levantadores Gonzalez, Brasil Kirin, e William, do Sada, variavam as jogadas, complicando o bloqueio adversário. No primeiro tempo técnico, a diferença era mínima (8×7), a favor dos cruzeirenses. Na volta à quadra, o Cruzeiro imprimiu um ritmo e abriu três pontos (13×10), com ponto de saque de Leal. Porém, a vantagem não durou muito, com o sistema defensivo muito bem e com os jogadores demonstrando muita concentração, Campinas foi buscar o placar desfavorável (17×15), empatou (19×19). A equipe campineira seguiu embalada e aproveitando os erros do adversário, que errava mais do que o normal, o Brasil Kirin abriu dois pontos (19×21). Os tricampeões até empataram o set (22×22), mas viram Campinas aproveitar o contra-ataque com o ponteiro Olteanu e  fechar o set (23×25), em 30 minutos.

 2º set

A segunda parcial começou como terminou o set anterior, com Lucas Lóh tendo um ótimo aproveitamento de ataque e colocando sua equipe à frente (4×6). No tempo técnico o Sada chegou com vantagem mínima (8×7) e, na sequência, abriu três pontos (12×9) após ponto de saque do central Isac. Porém, o saque balanceado em Filipe fez efeito e a recepção cruzeirense caiu, com as principais jogadas de ataque do Cruzeiro, Leal e Wallace, muito marcadas, Campinas buscou o placar e empatou (12×12). Daí por diante o equilíbrio do set se restabeleceu (16×15) e as equipes se alternavam à frente do placar (20×21). Após belas defesas, Leal botou a bola no chão com uma largadinha na paralela (22×21). O final do set voltou a ficar igual (23×23, mas com ace de Éder, o Sada devolveu o placar sofrido no primeiro set e igualou a parcial (25×23), em 31 minutos.

 3º set

O terceiro set começou com o sistema defensivo do Cruzeiro funcionando muito bem o que proporcionava contra-ataques. No tempo técnico, a equipe mineira tinha o dobro de pontos do adversário (8×4). O técnico Alexandre Stanzioni promoveu a inversão do 5×1, tirando Gonzalez e Wallace e entrando, Michael e Jotinha.  Do lado mineiro, Wallace e Leal começaram a desequilibrar, colocando o time em ótima vantagem (14×8) e com o bloqueio cruzeirense marcando duas vezes seguidas. A inversão de Campinas não fez muito efeito e Santioni voltou com seus titulares e promoveu outra substituição, colocando Vini para jogar no lugar de Luizinho.  O Sada seguiu com ampla margem no tempo técnico (16×11). Após ataque. Leal fez um gesto balançando a cabeça, mas olhando para o seu lado da quadra. O time de Campinas não gostou e foi reclamar com o juiz,o que  gerou um discussão na rede. Na sequência o árbitro chamou os capitães para conversar e a partida prosseguiu O lance polêmico fez bem ao cubano naturalizado brasileiro, que fez dois pontos de bloqueio consecutivos ampliando o marcador (23×14). E com o bloqueio se destacando, o Cruzeiro fechou o set nesse fundamento, após bloqueio de Isac (25×15), em 25 minutos.

 4º set

Precisando vencer o set para manter vivas as chances de buscar o título, Campinas voltou a demonstrar um ritmo de jogo maior e reequilibrou o início do set (6×6). Com dois aces seguidos de Lucas Lóh, Campinas passou à frente (8×9). Aproveitando os contra-ataques o Sada abriu dois pontos (13×11), mas viu o adversário chegar ao tempo técnico em vantagem, após bola de xeque de Maurício (15×16).  O ponteiro Piá, que ao longo da semana fez um tratamento intenso de recuperação entrou para jogar o 4º set e foi determinante para sua equipe que abriu dois pontos importantes no final do set (18×20). Querendo definir logo o jogo e evitar o tie break, o Cruzeiro foi buscar o placar (20×20).  Os times voltaram a trocar pontos e no ataque de Leal, o Sada Cruzeiro chegou ao match point (24×23), mas o set ainda reservava emoções para o torcedor.  O jogo seguiu com as duas equipes lutando muito. Após, 37 minutos, o Sada Cruzeiro fechou (30×28) , conquistando o tetracampeonato.

EQUIPES

SADA CRUZEIRO:  William, Wallace, Isac, Éder, Filipe e Leal. Líbero: Serginho

Entraram: Cachopa. Alan

Técnico: Marcelo Mendez

 VOLEI BRASIL KIRIN: Gonzalez, Wallace, Luizinho, Maurício, Lucas Lóh e Olteanu. Líbero: Tiago Brendle

Entraram: Ygor Ceará, Piá, Michael, Jotinha, Vini

Técnico: Alexandre Stanzioni

[Fotos: CBV/Divulgação; Sada Cruzeiro]

 

[Superliga] Final da competição reserva expectativa de quebra de recordes

Primeiro e terceiro colocados na fase classificatória da Superliga, Cruzeiro e Campinas vão se enfrentar na grande decisão que acontece neste domingo (10), às 9h45, em Brasília, no jogo 150 da competição. Além do título, a partida promete reservar ao amante do vôlei recordes, duelos de xarás e um confronto de alto nível. Confira algumas curiosidades da final.

Experiência x estreia

Se por um lado o Sada está na sua sexta final consecutiva da Superliga e tem três títulos, o Brasil Kirin jogará a sua primeira final da principal competição do calendário nacional.

Recorde pessoal

Filipe, ponteiro do Cruzeiro, está muito perto de se tornar o segundo maior pontuador da Superliga. O atleta que é titular do time mineiro tem atualmente 3702 pontos e só precisa de dois acertos para ultrapassar o oposto Lorena, de São José dos Campos, que tem 3703. Ezinho, ex jogador do Minas, lidera com 3728 pontos.  Mas o jogador deixou o recorde pessoal como segundo plano, para o ponta, o tetracampeonato é o foco da final.

Tetracampeonato

Na temporada 1994/95, o Campeonato Brasileiro de Vôlei começou a se chamar Superliga. Desde então, duas equipes conquistaram quatro títulos:  Minas Tênis Clube, que era chamado de Telemig Celular, e a extinta equipe de Cimed/Florianópolis. Neste domingo, o Sada/Cruzeiro pode se tornar a terceira equipe a conquistar essa façanha.

Reis da Superliga

O ex jogador do Cruzeiro, Douglas Cordeiro, o levantador Bruninho, o líbero Serginho e o central Éder, os dois últimos jogadores do Cruzeiro, são os atletas que possuem mais títulos de Superliga: seis, mas se conquistarem a competição, Éder e Serginho ultrapassam os dois  outros adversários.  o líbero Serginho ainda tem outro recorde, são treze finais desta competição no currículo.

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Duelo de Wallaces

A final travará o duelo entre Wallace x Wallace. Isso mesmo, teremos um duelo de grandes opostos que, além de jogarem na mesma posição, dividem o mesmo nome. Wallace Souza  do Cruzeiro,  chega para a decisão como o 4º maior pontuador da temporada com 380 pontos, 20 a mais do que Wallace Martins, seu xará que atua no Brasil Kirin, que tem 360 na atual temporada e ocupa o sexto lugar do ranking. A partida promete ter uma disputa sadia para o maior pontuador do confronto.

[Foto de capa: Gabriel Inamine/Vôlei Brasil Kirin]