[Superliga] Com temporada vitoriosa dentro de fora das quadras, Leal tem um só desejo

Yoandry Leal Hidalgo, 27 anos, nascido em Havana, Cuba, e há quatro anos é o ponteiro da equipe do Sada/Cruzeiro, time mais vitorioso da história do voleibol nacional. No domingo (10), Leal venceu a sua terceira Superliga, a quarta da equipe mineira, e fechou com chave de ouro mais uma temporada recheada de conquistas.

Só em 2015/2016 o Cruzeiro venceu o Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Supercopa, Sul-americano e Mundial de Clubes. Com 22 acertos na grande final, Leal foi eleito o melhor jogador da decisão. Muito feliz com mais uma conquista individual, o jogador falou que apenas cumpriu com seu dever e não deixou de ressaltar a equipe.  “Acho que essa é minha função. A minha e do Wallace. Temos a responsabilidade de virar bola. Preciso cumprir o meu papel e está sendo bom. Em cinco campeonatos que disputei fui o melhor jogador. Nós fizemos uma temporada maravilhosa. Não tenho palavras para descrever a sensação que estou sentindo. Não tem nada parecido ganhar tudo o que ganhamos”.

O ponteiro também comentou sobre o favoritismo do Sada/Cruzeiro e como o time soube lidar com a perda do 1º set e virar o jogo. “Todo mundo quer ganhar da gente. Foi um jogo muito difícil onde quem errou pouco ganhou. Entramos bem, mas aconteceu aquele 1 a 0 que não deveria. E a gente não podia mais errar para não ter surpresa. Numa decisão você tem que estar 120%”.

Ao ser questionado se o time ainda tem metas a serem atingidas, o jogador foi contundente. “Sempre temos, nós trabalhamos muito. É um time que tem uma base de seis anos, por isso estamos dominando. Se alguém vai ser capaz de fazer o mesmo que conseguimos? Acho que se conseguirem montar uma boa equipe e uma boa estrutura há uma possibilidade. Aqui todos os anos nós temos uma meta diferente”.

Acumulando títulos dentro das quatro linhas, Leal ainda conquistou mais um, desta vez fora das quadras: a cidadania brasileira, o que deixou mais perto do sonho de defender a seleção brasileira, mas pelas regras da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), são necessários dois anos de prazo contando a partir da data do recebimento da documentação na Suíça [sede da Instituição], ou seja, Leal só poderia vestir oficialmente a “amarelinha” em 2018.

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_ Leal em momento de descanso. [Foto: Mariangela Herédia]

Com esse sonho adiado um pouco mais, Leal seguirá voando alto pelo Cruzeiro e visando mais conquistas. O brasileiro naturalizado revelou que renovou o contrato com o time mineiro até 2018, mas que agora só tem um desejo. “Descansar, nós precisamos muito de férias depois dessa temporada”, disse rindo.

[Foto de capa:        CBV/Divulgação]

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[Superliga] Em jogaço, Sada Cruzeiro vira sobre Brasil Kirin e conquista o tetracampeonato

A final da Superliga 2015/2016, disputada nesta manhã de domingo, em Brasília, reservou muita emoção. Para quem apostava em um jogo fácil para o Cruzeiro, viu um jogo em que o Vôlei Brasil Kirin demonstrou muita garra, assim como já havia demonstrado ao longo da temporada, e exigiu o máximo dos cruzeirenses, que tiveram que virar partida para conquistar o tetra da competição. No final, o Sada Cruzeiro fez 3×1 em cima do Vôlei Brasil Kirin (23×25,25×23, 25×15 e 30×28), e levou seu terceiro título consecutivo na Superliga. O ponteiro Leal, com 22 acertos, foi eleito o melhor jogador em quadra e recebeu o Viva Vôlei.

O técnico Marcelo Mendez fez questão de ressaltar mais um recorde quebrado por sua equipe. Agora, Cruzeiro tem quatro títulos da competição, assim como Minas e a extinta Cimed. “Somos um time que fez história no Brasil e a felicidade é muito grande. O nosso grupo é batalhador e sempre acreditou na comissão técnica e no projeto do Sada Cruzeiro. O resultado disso tudo são os títulos e as vitórias que tivemos”, disse.


Leia também: Com trabalho intenso de preparação física, Sada/Cruzeiro se livra de lesões, apesar
da maratona de jogos
Final da competição reserva expectativa de quebra de recordes

Pelo lado do Brasil Kirin, muito emocionado, o ponteiro Lucas Loh lamentou a derrota, mas elogiou a campanha dos campineiros.“Fica um gostinho ruim na boca. O nosso time tinha qualidade e um grupo unido para ganhar essa final. Fico até emocionado, é difícil falar nessa hora. É muito difícil ganhar destes caras, e infelizmente não deu. Por outro lado estou muito feliz por ajudar a trazer o projeto pela primeira vez a uma final. É um orgulho muito grande. Vamos batalhar ainda mais para conseguir melhores resultados. O Sada também começou assim, eu estava lá. Fui vice no Mineirinho contra o Sesi-SP com eles. Espero que a gente siga os passos do Sada”, explicou Lucas Loh.

 O JOGO

 A final começou com muito volume de jogo. Com a recepção das equipes funcionando muito bem, os levantadores Gonzalez, Brasil Kirin, e William, do Sada, variavam as jogadas, complicando o bloqueio adversário. No primeiro tempo técnico, a diferença era mínima (8×7), a favor dos cruzeirenses. Na volta à quadra, o Cruzeiro imprimiu um ritmo e abriu três pontos (13×10), com ponto de saque de Leal. Porém, a vantagem não durou muito, com o sistema defensivo muito bem e com os jogadores demonstrando muita concentração, Campinas foi buscar o placar desfavorável (17×15), empatou (19×19). A equipe campineira seguiu embalada e aproveitando os erros do adversário, que errava mais do que o normal, o Brasil Kirin abriu dois pontos (19×21). Os tricampeões até empataram o set (22×22), mas viram Campinas aproveitar o contra-ataque com o ponteiro Olteanu e  fechar o set (23×25), em 30 minutos.

 2º set

A segunda parcial começou como terminou o set anterior, com Lucas Lóh tendo um ótimo aproveitamento de ataque e colocando sua equipe à frente (4×6). No tempo técnico o Sada chegou com vantagem mínima (8×7) e, na sequência, abriu três pontos (12×9) após ponto de saque do central Isac. Porém, o saque balanceado em Filipe fez efeito e a recepção cruzeirense caiu, com as principais jogadas de ataque do Cruzeiro, Leal e Wallace, muito marcadas, Campinas buscou o placar e empatou (12×12). Daí por diante o equilíbrio do set se restabeleceu (16×15) e as equipes se alternavam à frente do placar (20×21). Após belas defesas, Leal botou a bola no chão com uma largadinha na paralela (22×21). O final do set voltou a ficar igual (23×23, mas com ace de Éder, o Sada devolveu o placar sofrido no primeiro set e igualou a parcial (25×23), em 31 minutos.

 3º set

O terceiro set começou com o sistema defensivo do Cruzeiro funcionando muito bem o que proporcionava contra-ataques. No tempo técnico, a equipe mineira tinha o dobro de pontos do adversário (8×4). O técnico Alexandre Stanzioni promoveu a inversão do 5×1, tirando Gonzalez e Wallace e entrando, Michael e Jotinha.  Do lado mineiro, Wallace e Leal começaram a desequilibrar, colocando o time em ótima vantagem (14×8) e com o bloqueio cruzeirense marcando duas vezes seguidas. A inversão de Campinas não fez muito efeito e Santioni voltou com seus titulares e promoveu outra substituição, colocando Vini para jogar no lugar de Luizinho.  O Sada seguiu com ampla margem no tempo técnico (16×11). Após ataque. Leal fez um gesto balançando a cabeça, mas olhando para o seu lado da quadra. O time de Campinas não gostou e foi reclamar com o juiz,o que  gerou um discussão na rede. Na sequência o árbitro chamou os capitães para conversar e a partida prosseguiu O lance polêmico fez bem ao cubano naturalizado brasileiro, que fez dois pontos de bloqueio consecutivos ampliando o marcador (23×14). E com o bloqueio se destacando, o Cruzeiro fechou o set nesse fundamento, após bloqueio de Isac (25×15), em 25 minutos.

 4º set

Precisando vencer o set para manter vivas as chances de buscar o título, Campinas voltou a demonstrar um ritmo de jogo maior e reequilibrou o início do set (6×6). Com dois aces seguidos de Lucas Lóh, Campinas passou à frente (8×9). Aproveitando os contra-ataques o Sada abriu dois pontos (13×11), mas viu o adversário chegar ao tempo técnico em vantagem, após bola de xeque de Maurício (15×16).  O ponteiro Piá, que ao longo da semana fez um tratamento intenso de recuperação entrou para jogar o 4º set e foi determinante para sua equipe que abriu dois pontos importantes no final do set (18×20). Querendo definir logo o jogo e evitar o tie break, o Cruzeiro foi buscar o placar (20×20).  Os times voltaram a trocar pontos e no ataque de Leal, o Sada Cruzeiro chegou ao match point (24×23), mas o set ainda reservava emoções para o torcedor.  O jogo seguiu com as duas equipes lutando muito. Após, 37 minutos, o Sada Cruzeiro fechou (30×28) , conquistando o tetracampeonato.

EQUIPES

SADA CRUZEIRO:  William, Wallace, Isac, Éder, Filipe e Leal. Líbero: Serginho

Entraram: Cachopa. Alan

Técnico: Marcelo Mendez

 VOLEI BRASIL KIRIN: Gonzalez, Wallace, Luizinho, Maurício, Lucas Lóh e Olteanu. Líbero: Tiago Brendle

Entraram: Ygor Ceará, Piá, Michael, Jotinha, Vini

Técnico: Alexandre Stanzioni

[Fotos: CBV/Divulgação; Sada Cruzeiro]

 

[Superliga] Final da competição reserva expectativa de quebra de recordes

Primeiro e terceiro colocados na fase classificatória da Superliga, Cruzeiro e Campinas vão se enfrentar na grande decisão que acontece neste domingo (10), às 9h45, em Brasília, no jogo 150 da competição. Além do título, a partida promete reservar ao amante do vôlei recordes, duelos de xarás e um confronto de alto nível. Confira algumas curiosidades da final.

Experiência x estreia

Se por um lado o Sada está na sua sexta final consecutiva da Superliga e tem três títulos, o Brasil Kirin jogará a sua primeira final da principal competição do calendário nacional.

Recorde pessoal

Filipe, ponteiro do Cruzeiro, está muito perto de se tornar o segundo maior pontuador da Superliga. O atleta que é titular do time mineiro tem atualmente 3702 pontos e só precisa de dois acertos para ultrapassar o oposto Lorena, de São José dos Campos, que tem 3703. Ezinho, ex jogador do Minas, lidera com 3728 pontos.  Mas o jogador deixou o recorde pessoal como segundo plano, para o ponta, o tetracampeonato é o foco da final.

Tetracampeonato

Na temporada 1994/95, o Campeonato Brasileiro de Vôlei começou a se chamar Superliga. Desde então, duas equipes conquistaram quatro títulos:  Minas Tênis Clube, que era chamado de Telemig Celular, e a extinta equipe de Cimed/Florianópolis. Neste domingo, o Sada/Cruzeiro pode se tornar a terceira equipe a conquistar essa façanha.

Reis da Superliga

O ex jogador do Cruzeiro, Douglas Cordeiro, o levantador Bruninho, o líbero Serginho e o central Éder, os dois últimos jogadores do Cruzeiro, são os atletas que possuem mais títulos de Superliga: seis, mas se conquistarem a competição, Éder e Serginho ultrapassam os dois  outros adversários.  o líbero Serginho ainda tem outro recorde, são treze finais desta competição no currículo.

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Duelo de Wallaces

A final travará o duelo entre Wallace x Wallace. Isso mesmo, teremos um duelo de grandes opostos que, além de jogarem na mesma posição, dividem o mesmo nome. Wallace Souza  do Cruzeiro,  chega para a decisão como o 4º maior pontuador da temporada com 380 pontos, 20 a mais do que Wallace Martins, seu xará que atua no Brasil Kirin, que tem 360 na atual temporada e ocupa o sexto lugar do ranking. A partida promete ter uma disputa sadia para o maior pontuador do confronto.

[Foto de capa: Gabriel Inamine/Vôlei Brasil Kirin]

 

[Superliga] Jogadores do Brasil Kirin colocam o rival como favorito, mas estão confiantes no título inédito

Depois de vencer um duelo complicado nas semifinais, que só foi decidido no tie- break no 3º jogo diante de Taubaté, neste domingo (10), o time do Brasil Kirin joga pela primeira vez, em seus seis anos de história, a decisão da Superliga Masculina de Vôlei. A partida será realizada às 9h40, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, contra a forte equipe do Sada/Cruzeiro.

Se a experiência pesa a favor dos mineiros, afinal são seis finais consecutivas, Campinas já demonstrou durante a temporada que pode enfrentar qualquer equipe. É verdade que ainda não venceu o Sada/Cruzeiro na temporada, mas os jogadores e comissão técnica apostam que final é um jogo diferente e com campo neutro dá ainda mais confiança.

Chegando ao treino da véspera da final, o técnico Alexandre Stanzioni foi perguntando sobre a expectativa para o jogo, bem humorado, o treinador respondeu“ Minha expectativa é de vencer! O que estiver ao nosso alcance vamos fazer. Eles já têm muitos[títulos], chegou a nossa vez”, disse rindo e demonstrando otimismo. O discurso também foi adotado pelo oposto Wallace.

 “O favoritismo é deles, mas, se trata de uma final em jogo único e, assim, qualquer coisa de errado que aconteça pode comprometer. Nós acreditamos muito nesse título. Ao longo do returno e dos playoffs nosso time cresceu bastante, depois passamos por uma semifinal muito dura e isso aumentou a nossa expectativa”.

Para Tiago Brendle, líbero do Brasil Kirin, a equipe não te um destaque, um jogador que sobressai sobre os demais, para ele, o que fez o time chegar a decisão foi todos os jogadores jogando bem. Mas a verdade é que o Campinas se destaca em algumas posições individuais. O oposto Wallace é o sexto maior pontuador, com 360 pontos de ataque. O ponteiro Lucas Lóh tem 52% de aproveitamento de ataque e ocupa o 9º lugar do ranking.

Outro fundamento é o bloqueio, o central Maurício Souza está em segundo lugar com 63 pontos. E Tiago Brendle tem mais de 88% em aproveitamento nas defesas. Além desses, o saque é outro ponto forte da equipe, sobretudo com Maurício e o central reserva Vini, que sempre entra muito bem no fundamento.Com tantos esses destaques, a partida promete muita emoção ao torcedor.

[Foto: Vôlei Brasil Kirin/ Reprodução Facebook ]

[Superliga] Com trabalho intenso de preparação física, Sada/Cruzeiro se livra de lesões, mesmo com maratona de jogos

Neste domingo (10), às 9h40, Sada Cruzeiro e Brasil Vôlei Kirin se enfrentam na final da Superliga Masculina, em Brasília, no último compromisso dos clubes em 2015/2016. Após uma intensa e exaustiva temporada causada por um calendário mais enxuto por causa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e uma maratona de competições, viagens, treinos e jogos que fazem parte da rotina, as equipes também precisam lidar com as lesões e na rápida recuperação dos atletas.

Campinas, que jogará a sua primeira final da Superliga, foi uma equipe  que sofreu ao longo da temporada com contusões:  o oposto Wallace e os ponteiros Piá e Lucas Lóh foram um dos que frequentaram o departamento médico. Aliás, os ponteiros ainda se recuperam, Lóh sofreu uma torção no tornozelo na disputa da segunda partida da semifinal diante de Taubaté e Piá se recupera de um estiramento na coxa. O jogador jogou a terceira partida da semifinal no sacrifício e faz um tratamento intensivo nessa luta contra o tempo. “Ainda sinto um pouco de dor, mas estou evoluindo. Se eu estiver como nos últimos dias, acho que dá para ir sim”, falou Piá sobre a final de amanhã.

Do outro lado, a equipe cruzeirense chega para sua sexta final consecutiva com seus principais jogadores em plenas condições para clube buscar mais um título, que seria o sexto da temporada, já que a equipe conquistou o Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Supercopa, Sul-americano de Clubes e o Mundial de Clubes. Esse alto de rendimento e preparo físico da equipe mineira chama a atenção, o que torna o Sada/Cruzeiro referência dentro e fora das quadras.

Com uma super equipe, compostas pelos fisioterapeutas Alysson Zuin e Daniel Borneli, o assistente de preparação física João Filipe de Paula, o preparador físico Fábio Correia, além do médico Sérgio Campolina e o massagista Jaílson Silva, o trabalho é realizado com muita conversa e entrosamento, afinal, são quatro anos assim. Conversamos com Zuin e ele nos explicou um pouco mais sobre como esse processo funciona.

“Na apresentação[quando os atletas estão voltando de férias] a gente começa com uma avaliação médica geral e uma bateria de exames e vemos se é necessário fazer algo antes dele ir treinar com a bola. São oito semanas de trabalho progressivo para dosar a carga e preparar para o esforço que eles vão desempenhar. Depois, diariamente vamos acrescentando exercícios preventivos e trabalhos específicos, além disso, sabemos quando temos a necessidade de diminuir a carga e/ou intensidade”, concluiu Zuin.

Os jogadores não estão lesionados, mas isso não significa que eles não sintam dor.  Ao serem questionados sobre qual foi a última vez que entraram em quadra sem uma dor ou um desconforto, os atletas foram unânimes em responder que não lembravam desse [feliz] dia. Vida de atleta de alto rendimento não é fácil!

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-A comissão faz um intenso tratamento físico com os atletas. [Foto:Cruzeiro Web]

[Foto de Capa: Renato Araújo/Divulgação Sada/Cruzeiro]

 

[Superliga] Campinas vence Taubaté no tie-break e vai à final pela primeira vez

Após dominar a segunda partida da série semifinal, o Brasil Kirin conquistou a vaga inédita na final da Superliga ao derrotar o Funvic/Taubaté, ontem (5), por 2×3 (25×23, 19×25, 25×22, 20×25 e 13×15), no ginásio do Abaeté. O central Maurício foi eleito o melhor da partida e o ponteiro Lucarelli, apesar da derrota, terminou o confronto como maior pontuador (20 pontos).

No próximo domingo, o Brasil Kirin fará sua primeira final de Superliga e enfrenta o Sada/Cruzeiro, atual campeão.

O jogo

O Funvic/Taubaté começou a partida mais atento e soube aproveitar bem seu poderio no saque (8×5). Com a recepção falhando, o Brasil Kirin demorou para entrar no ritmo. Campinas conseguiu encostar e diminuir a vantagem de Taubaté para dois pontos (16×14). Com a pequena vantagem conquistada, Taubaté conseguiu fechar o primeiro set em 25×23 e alegrar a torcida presente no ginásio do Abaeté.

2º set

Campinas voltou para a segunda parcial com uma nova atitude e logo abriu cinco pontos (3×8). Com dificuldades para passar pelo bloqueio campineiro e errando bastante, Taubaté foi vendo a chance de vencer o set escapar. A vantagem de Campinas chegou a sete pontos (13×20) e a equipe passou a administrar o placar, fechando o set em 19×25.

3º set

Com tudo igual no placar, as equipes se mostraram equilibradas em quadra na primeira metade do terceiro set. Ponto lá e ponto cá, Taubaté conseguiu abrir dois pontos nos momentos decisivos e parou a reação de Campinas. No fim, o Funvic/Taubaté fez 25×22 – no contra-ataque de Lucarelli – e abriu 2×1 na partida.

4º set

O quarto set era tudo ou nada para Campinas e novamente o equilíbrio deu a tônica de boa parte da parcial. Melhor no ataque e no bloqueio, o Brasil Kirin conseguiu abrir três pontos importantes após a segunda parada técnica (18×21). O ponteiro Piá, lesionado, foi para o sacrifício e não quis deixar a quadra mesmo depois de sentir a lesão novamente. Confiante (e com a ajuda do central Vini), Campinas fechou a parcial em 20×25 e levou a decisão para o tie-break.

5º set

Repetindo o que aconteceu durante toda a partida, as equipes trocaram pontos e a liderança no placar. Com pequena vantagem, o Brasil Kirin chegou ao match point (13×14) e venceu a partida em um erro de Taubaté que resultou de uma punição por retardo quando o central Deivid foi para a substituição com a placa errada e demorou para pegar a placa correta. A equipe de Taubaté já havia sido advertida com cartão amarelo por retardo e, pela regra, a próxima punição seria o cartão vermelho, que dá ao adversário um ponto. O oposto Wallace, foi reclamar e lembrou que os donos da casa já tinham sido advertidos com cartão anteriormente. Reconhecendo o erro, o árbitro Rogério Espicalsky puniu Taubaté com o cartão vermelho. Com o ponto de graça, Campinas fechou o tie-break em 13×15 e garantiu a vaga na final. Revoltados com a decisão da arbitragem, os jogadores de Taubaté reclamaram bastante e nem todos foram à rede para o cumprimento protocolar do fim da partida.

Funvic/Taubaté

Titulares: Rapha. Sanchez, Deivid, Otávio, Lucarelli, Lipe. Líbero: Felipe.
Entraram: Leozão, Pedro, Diego, Japa, Ialisson
Técnico: Cezar Douglas

Vôlei Brasil Kirin

Titulares: Gonzalez, Wallace, Luizinho, Maurício, Lucas Lóh, Olteanu. Líbero: Brendle
Entraram: Vini, Ceará, Piá, Michael, Gregore
Técnico: Alexandre Stanzioni

Foto: Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté

[Superliga] Apesar da boa atuação, Sesi cai diante do Cruzeiro e está fora da briga pelo título

Apesar da incrível atuação na noite desta sexta-feira (1), a equipe do Sesi-SP não conseguiu empatar a série semifinal diante do Sada/Cruzeiro. Em São Caetano (SP), os paulistanos foram superados pelo Cruzeiro no tie-break – parciais de 24×26, 29×27, 25×23, 23×25 e 10×15. O oposto Wallace foi eleito o melhor da partida e recebeu o Troféu VivaVôlei.

Com a vitória, o Sada/Cruzeiro fará a sua sexta final consecutiva de Superliga. A decisão da temporada será no domingo (10), em Brasília.

O jogo

O início da partida foi marcado pelo equilíbrio e o Sada/Cruzeiro conseguiu abrir dois pontos, a partir de um erro de ataque do central Gustavão (6×8). Aproveitando os erros do Sesi, os cruzeirenses abriram três pontos. O Sesi não desistiu, colocou ordem no passe e conseguiu recuperar a diferença e, numa bola de xeque, virou o marcador (12×11). O Sada voltou a comandar o placar após ponto de bloqueio de Filipe em cima do oposto Theo (13×14). Na reta final da parcial, os cruzeirenses aproveitaram os contra-ataques e abriram dois pontos (18×20). Apoiado pela torcida, o Sesi foi novamente buscar os adversários no placar (23×23). Após rally, Wallace e Isac fecharam o set para o Sada em mais um bloqueio em cima de Theo (24×26).

2º set

O Sada começou a segunda parcial abrindo três pontos (0x3), mas o Sesi aproveitou os descuidos dos mineiros, encostou (3×4), e logo passou à frente no bloqueio de Thiaguinho e Gustavão pra cima do ponteiro Filipe (7×6). Após o Cruzeiro marcar três pontos seguidos e voltar a abrir no placar, Marcos Pacheco parou a partida (12×14). Mais uma vez, o Sesi buscou a recuperação e empatou a partida (17×17), forçando pedido de tempo de Marcelo Mendez. Com dificuldade no passe do saque flutuante, os atacantes do Sada se viravam para pontuar. No final da parcial, as duas equipes lançaram mão da inversão 5-1: Rafael-Vinhedo (Sesi) e Alan-Cachopa (Sada) entraram em quadra (22×23). Após dois aces seguidos do jovem central Aracaju, o Sesi confirmou seu set point e fez a alegria da torcida (29×27).

3º set

Embalado pela vitória no set anterior, o Sesi chegou ligado e abriu 2×0 em dois pontos de bloqueio. A vantagem foi a três após o ponto de Gustavão em bola de xeque (8×5). Afiado no bloqueio, o Sesi foi mantendo a vantagem (13×10). Após belo ataque de Leal e mais um ponto de contra-ataque, o Cruzeiro encostou (13×12). Na sequência, Douglas Souza falhou na recepção e Leal marcou um ponto de saque (13×13). No golpe de vista, Filipe não foi para a recepção e Murilo fez mais um ace para o Sesi (23×22). No fim, os donos da casa fizeram 25×23 e viraram a partida.

4º set

O início do 4º set não foi diferente dos outros. As equipes foram trocando pontos até o Cruzeiro abrir dois pontos (6×8). Com a combinação “saque flutuante e bloqueio”, o Sesi encostou (10×11). A reação parou e o Sada abriu cinco pontos na frente (11×16). Tentando parar o ataque cruzeirense, Marcos Pacheco fez a inversão de 5-1, colocando Rafael e Vinhedo em quadra. Em um apagão, o Sesi tomou mais um ace (13×18). Solto em quadra, o Sada definiu o set em 25×23.

5º set

No set-desempate, a tensão era nítida: para o Sesi era a sobrevivência e para o Sada, a vaga na final. Logo no início da parcial os bloqueios foram fundamentais para a vantagem aberta pelo Cruzeiro (3×6). Em mais uma excelente passagem de Aracaju pelo saque, o Sesi encostou (4×6). O Sada foi vendo a final ficando mais próxima após belo rally concluído no ponto de Leal (9×12). No ataque para fora de Murilo, o Sada fechou o set em 10×15 e conquistou mais uma vez a vaga para a final da Superliga.

Sesi-SP
Titulares: Thiaguinho, Theo, Aracaju, Gustavão, Murilo, Douglas Souza. Líbero: Serginho

Entraram: Sidão, Johan, Rafael Araujo, Vinhedo

Técnico: Marcos Pacheco

Sada/Cruzeiro

Titulares: William, Wallace, Éder, Isac. Leal, Filipe. Líbero: Serginho

Entraram: Cachopa, Alan

Técnico: Marcelo Mendez

Fotos: Reprodução Twitter/Sada Cruzeiro