[Liga Mundial] Ngapeth comanda a França e adia o sonho do deca mais uma vez

Mais de 23 mil pessoas compareceram na Arena da Baixada, em Curitiba(PR), para torcer para o Brasil na final da Liga Mundial, em um partida que começou 23h de um sábado e se estendeu pela madrugada fria da capital paranaense. Se o começo foi bem animador para os brasileiros, a França, comandada por Earvin Ngapeth, tratou de acabar com o sonho do décimo título da competição dos brasileiros. Vitória de virada dos europeus por 3 sets a 2, parciais de (21×25, 25×15, 25×23, 19×25 e 15×13) e o bicampeonato para os franceses, que haviam conquistado o primeiro título em 2015, também no Brasil, só que em partida disputada no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A partida foi marcada por duas atuações brilhantes e disputa individual: o oposto Wallace e o ponteiro Ngapeth , principais atacantes de suas seleções, tiveram um aproveitamento de ataque acima da média. Com 28 pontos,  Ngapeth foi o grande protagonista, com um arsenal de belas jogadas, uma defesa que o jogador fez no tie-break merece ser destacada. Earvin foi eleito o MVP da competição.

Com nove títulos e maior vencedor, o Brasil não consegue o título desde 2010. Além disso, a equipe do técnico Renan Dal Zotto não conseguiu quebrar mais um tabu: conquistar essa competição em solo brasileiro. Desde 1993 [última vez em que o Brasil conquistou a Liga Mundial em casa, foram 3 tentativas e em nenhuma o Brasil saiu vitorioso.

O jogo

As equipes começaram a final da Liga Mundial demonstrando muito ritmo de jogo. De um lado, destaque para o setor defensivo e para os ataques de Ngapeth e Boyer, do outro, o bloqueio brasileiro teve seu melhor início [foram 3 pontos diretos nesse fundamento], além de Lucarelli e Wallace inspirados, levantando vantagem em relação a defesa adversária. O saque balanceado de Maurício Souza dificultou a recepção francesa e ajudou o time da casa a abrir vantagem (17×14).  Com muito ímpeto, o Brasil não deixava a França reagir, a recepção brasileira foi outro fundamento que funcionou muito bem e Bruno retribuía utilizando as bolas com seus centrais. Após 27 minutos, em ataque indefensável, Maurício Souza definiu o set (25×21) para os donos da casa.

Diferente do set anterior, os brasileiros começaram mal e viram uma França com outra postura em quadra, abrindo rapidamente uma ótima vantagem (3X8). O ataque do Brasil caiu de rendimento e o time foi acumulando erros, o que causou a inversão de 5-1, com Renan Buiatti e Rapha entrando nos lugares de Bruninho e Wallace. A equipe francesa passou a sacar cada vez melhor e o bloqueio, que não havia marcado no set anterior, foi

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Ngapeth fez 28 pontos e foi o protagonista da final. [Foto: FIVB]

responsável por seis pontos na segunda parcial e foi um dos fundamentos determinantes para os franceses construírem uma margem cada vez maior e definirem o set com incríveis dez pontos de vantagem (15×25), em 21 minutos.

A França voltou à quadra com a mesma intensidade que definiu o segundo set (5×10). Já o Brasil demonstrava apatia, vibrando pouco, tomando decisões precipitadas e observando o adversário jogar (12×16). Se o levantamento brasileiro estava impreciso, Toniutti recebia a bola na mão e aciona, sobretudo, o eficiente e genial Ngapeth. Outro ponto de destaque do time europeu era o líbero Grebennikov, que protagonizou defesas que pareciam impossíveis.  A equipe visitante chegou na reta final do set com três pontos de vantagem (15×18), porém, um desafio a favor dos brasileiros recolocou a seleção sul-americana no set (20×20), restabelecendo um equilíbrio e aumentando a tensão na final.  Porém, Le Roux, em bloqueio em cima de Wallace, deu números finais ao set (23×25), virando a partida para os franceses.

Precisando vencer para continuar com esperanças de conquistar o título, os brasileiros ditaram o início da parcial. Com ótima sequência de saques de Lucarelli, o time nove vezes campeão da Liga Mundial chegou a ter o dobro de pontos do adversário (10×5). Éder, que havia entrado no set anterior, colocou o Brasil com três pontos de vantagem na segunda parada técnica obrigatória (16×13). O levantamento nas pontas do Bruno, que não estava com precisão, melhorou e os ponteiros cresceram o aproveitamento de ataque (22×18).  Jogando mais alegre e empurrados pelos torcedores, a seleção da casa fechou e levou a decisão para o set decisivo.

Embalados com a vitória no set anterior, os brasileiros começaram à frente, após dois ataques de Lucarelli e se manteve à frente até a troca de lado (8×6). Na sequência, os franceses entram no set, buscaram a parcial e viraram. Novamente o saque francês fez a diferença e o central Le Roux conseguiu uma ótima sequência, levando seu time ao match point. Após 19 minutos, Clevernout colocou a bola no lado brasileiro e deu o bicampeonato para a França.   Mais cedo o Canadá bateu os Estados Unidos e conquistaram o inédito terceiro lugar.

Equipes:

Brasil: Bruno, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Maurício Souza, Lucão. Líbero: Thales

Entraram:  Renan Buiatti, Rapha. Éder, Tiago Brendle

Técnico: Renan Dal Zotto

França: Toniutti, Ngapeth, Le Roux, Boyer, Clevernot, Chinenyeze. Líbero:Grebennikov

Entraram:  Brizard, Rossard, Lyneel

Técnico:  Tillie Laurent

 

 

[Fotos: FIVB]

[Liga Mundial] Brasil vence Estados Unidos e está na primeira final com Renan no comando

 A seleção brasileira comandada pelo técnico Renan Dal Zotto, que disputa sua primeira competição no comando da equipe, carimbou sua vaga na final da Liga Mundial. Nesta sexta-feira (7) o Brasil fez seu melhor jogo nesta Fase Final e passou pelos Estados Unidos por 3 sets a 1 (25×20, 23×25, 25×20 e 25×19), na primeira partida de semifinal.

A partida teve uma disputa para maior pontuador do confronto entre o ponteiro Sander, dos EUA, e o oposto Wallace, do Brasil. O jogador norte-americano levou a melhor com 20 pontos, seguido de perto pelo atacante brasileiro que marcou 18 vezes.

Com nove títulos, o Brasil é o maior vencedor, mas busca quebrar um jejum de títulos da Liga que não vem desde 2010. Além disso, os brasileiros têm outro tabu pela frente: conquistar o título em casa, feito que bateu na trave em 2002, em Belo Horizonte, e em 2015, no Rio de Janeiro. O adversário na final sairá do confronto entre França e Canadá. O jogo será no sábado(8), às 23h, com transmissão do Sportv e da Globo.

O jogo

Os anfitriões iniciaram ditando o ritmo da partida e aproveitando contra-ataques (5×1). Porém, a defesa dos Estados Unidos se ajustou e eles diminuíram a desvantagem para apenas um ponto (6×5). Se o Brasil teve um bom início, não se pode falar o mesmo do adversário, foram 10 erros ao longo do set, contra apenas três dos brasileiros. A vantagem dava uma confiança maior para os dos sul-americanos no saque (15×12), além dos bons ataques de Wallace e Lucarelli, que ao lado do ponteiro Sander, foram os maiores pontuadores da parcial com quatro acertos. Após 27 minutos, o Brasil fechou (25×19), depois do erro de saque do levantador Christenson.

Assim como aconteceu no set anterior, o Brasil começou agressivo (5×2). Porém, o sistema bloqueio e defesa dos EUA começou a fazer a diferença e eles viraram a parcial (9×13). Com Bruno utilizando mias os centrais, sobretudo o seu entrosamento com Lucão, o time reagiu e deixou tudo igual (13×13).  Demonstrando mais agressividade, os visitantes voltaram a se impor e abriram uma folga importante (19×22), mas, rapidamente, viram um Brasil reagir e, no contra-ataque, viram a bola resvalar na fita e cair do lado adversário para deixar tudo igual (23×23). Mas, melhor durante maior parte do set, o time do técnico Speraw fechou a parcial (23×25) em 31 minutos.

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Com 20 pontos(18 de ataque e 2 de saque), o ponteiro Sander foi o maior pontuador da partida. Foto:FIVB

Com o sistema de bloqueio melhor, pontuando ou amortecendo o ataque do adversário, os brasileiros abriram o dobro de pontos do adversário (12×6).  Com o Brasil dominando, o técnico dos Estados Unidos fez uma mudança colocando Jaeschke para atuar como um falso oposto. Do outro lado, Bruno seguia distribuindo muito bem a bola entre Lucarelli e Wallace, que respondiam colocando a bola no chão na quadra adversária (20 x16). Muito jovens, mas com a tática e técnica bastante conhecida dos norte-americanos, o time diminuiu perigosamente a vantagem brasileira (20×18). A equipe comandada pelo técnico Renan voltou a jogar melhor, utilizaram o apoio das arquibancadas e fecharam a terceira parcial (25×20), em 28 minutos.

O início do quarto set foi o mais equilibrado, com as equipes se revezando à frente do placar. Os Estados Unidos chegaram ao primeiro tempo técnico em vantagem, mas três erros de ataque seguidos dos americanos recolocaram os brasileiros no comando (11×8). A seleção brasileira voltou a utilizar um saque mais tático, jogou uma pressão maior no adversário que sentiu e voltou a cometer erros excessivos,  o levantador Bruno protagonizou jogadas espetaculares  e o Brasil foi se encaminhando para fechar o set e o jogo.  Com a equipe jogando de forma muito consistente, os brasileiros fecharam em (25×19) e o jogo por 3 sets a 1.

 

Foto de Capa via Confederação Brasileira de Vôlei(CBV)

[Liga Mundial] Brasil encerra fase de classificação com vitória sobre a Sérvia, mas ainda não convence

Já classificados para a Fase Final da Liga Mundial, Brasil e Sérvia fizeram, neste domingo (18), em Córdoba (Argentina), um jogo bem morno, muito diferente dos últimos confrontos entre as duas seleções.  Com uma atuação mais regular, mas ainda bem distante das melhores apresentações, novamente com muitas oscilações, a seleção de Renan dal Zotto saiu com uma vitória por 3 sets a 1, parciais de (25×22, 25 x 16, 17×25  e 25×23).

Com atacantes que são referências no voleibol mundial, cada uma das equipes marcaram 47 pontos de ataque na partida. A Sérvia se sobressaiu no bloqueio, foram 14 contra 8, fundamento em que o Brasil vem tendo uma atuação bem abaixo.  Já os brasileiros levaram vantagem no saque: 10 pontos diretos nesse fundamento, contra apenas cinco dos sérvios. 

Wallace, com 19 pontos, foi  o maior pontuador, seguido de perto pelo ponteiro sérvio

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Wallace foi o maior pontuador da partida com 19 pontos, sendo 17 de ataque, um de bloqueio e um de saque. (Foto: FIVB)

Marko Ivovic, que será companheiro do oposto brasileiro na equipe de Taubaté(SP), responsável por 18 acertos no jogo. 

Com o encerramento do terceiro e último final de semana de competições da primeira fase, o Brasil terminou com seis vitórias, três derrotas, 19 pontos e em segundo lugar na classificação geral, atrás somente da França.

O Brasil agora retorna ao Centro de Treinamentos em Saquarema(RJ), para se  preparar para a disputa da Fase Final da competição, que será disputada em Curitiba(PR), entre os dias 04 a 08 de julho. Além dos anfitriões, França, Sérvia, Canadá e Rússia já estão classificados; a última vaga ficará com Estados Unidos ou Bulgária.

O JOGO

Os atuais campeões olímpicos começaram melhor (6×3). Porém, com dois bloqueios e um ponto de saque de Podrascanin, os sérvios deixaram tudo igual.  O ataque do Brasil estava afiado, foram 16 pontos, com destaque para o central Lucão, que pontuou cinco vezes nesse fundamento (16×12). Mesmo à frente do marcador, os jogadores brasileiros demonstravam uma certa apatia em quadra e foram cobrados pelo levantador Bruno e o técnico Renan. Após contra-ataque de Wallace, a primeira parcial foi definida: 25 x22, em 26 minutos.

2º set

A equipe brasileira voltou com uma nova postura e viram o adversário cair de rendimento, além de demonstrarem pouco poder de reação. Logo no início, o Brasil já dominava a parcial, após bloqueio de Bruno, os brasileiros tinham o dobro de pontos da Sérvia (10×5). O ataque continuou funcionando muito bem e o bloqueio foi outro fundamento que demonstrou uma melhora nesse set, foram quatro pontos, mesmo número que os sérvios marcaram. Com uma excelente vantagem (18×7), os brasileiros se encaminharam para fechar o set com muita tranquilidade (25×16), em 24 minutos.

3º set

Se o Brasil dominou o set anterior, o terceiro foi todo da seleção europeia. O ponteiro Ivovic, novo jogador do Funvic/Taubaté, foi o principal atacante no set e um dos responsáveis pela Sérvia ficar à frente durante toda a parcial (10×15). O ataque sérvio teve um ótimo aproveitamento, foram 17 pontos, enquanto os brasileiros marcaram apenas oito. O técnico Renan fez a inversão de 5-1, tentando modificar sua equipe e reagir, mas não foi o suficiente. O adversário se impôs e venceu por 25×17, em 25 minutos.

4º set

Foi o início mais equilibrado da partida (4×4). Os times iam se revezando na liderança do marcador e ninguém conseguia se desgarrar. Na volta do tempo técnico, Maurício Souza conseguiu um ponto direto de saque e os brasileiros abriram vantagem mínima (17×15). A Sérvia foi buscar a desvantagem e deixou tudo igual (20×20), porém, Bruno voltou a comandar o time brasileiro e, no bloqueio simples, recolocou a equipe sul-americana à frente do placar (22×20). O oposto Wallace chamou a responsabilidade do para si e, com um ace e um ataque indefensável, deu números finais ao set (25×23), em 30 minutos, e ao jogo: 3 sets a 1.

EQUIPES:

Brasil: Bruno, Lucarelli, Lucas, Wallace, Maurício Borges e Maurício Souza. Líbero: Thales

Entraram: Tiago Brendle, Renan, Evandro e Rapha

Técnico: Renan dal Zotto

Sérvia: Jovovic, Ivovic, Lisinac, Luburic, Kovacevic e Podrascanin. Líbero: Majstorovic

Entraram: Kátic, Kujundzic, Buculjevic e Blagojevic

Técnico: Nikola Grbic

 

[Foto: FIVB]

[Liga Mundial] Com novatos, Brasil enfrenta o primeiro desafio após a ‘era Bernardinho’

Renan dal Zotto, novo técnico da seleção masculina de vôlei, estreia, nesta sexta-feira(02) oficialmente no comando da equipe. O Brasil, nove vezes campeão da Liga Mundial, irá fazer três jogos nesta semana, respectivamente contra Polônia, Irã e Itália, com todos os confrontos da primeira rodada sendo realizados na cidade de Pesaro, na Itália. Na segunda semana de competições, a sede será Varna, na Bulgária, e, fechando a fase classificatória, os brasileiros irão viajar para Córdoba, na Argentina. A fase final será disputada na Arena da Baixada, em Curitiba, entre os dias 4 a 8 de julho.

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_  Um dos novatos, o oposto Otávio disputa posição com três campeões olímpicos: Maurício Souza, Lucão e  Éder. (Foto: Daniel Zappe/ Divulgação CBV)

Dos 18 jogadores que treinavam no Centro de Treinamento em Saquarema (RJ), 14 foram relacionados para essa etapa, sendo oito campeões olímpicos: o levantador Bruno, os centrais Éder, Maurício Souza e Lucão, os ponteiros Lucarelli, Douglas Souza e Maurício Borges e o oposto Evandro. Os outros atletas convocados foram o levantador Murilo Radke, o oposto Renan Buiatti, o ponteiro Rodriguinho, o central Otávio e os líberos Thales e Tiago Brendle.

Os outros quatro atletas seguem treinando no Brasil, na Vila Leopoldina, sede do Sesi SP, e deverão ser aproveitados na Argentina, são eles: Rapha (levantador), Lipe (ponteiro), Lucas Lóh (ponteiro) que se recupera de uma lesão nas costas, e Wallace (oposto), que na semana passada acompanhou o nascimento do filho Max. Isac (central) e Rafael Araújo (oposto), que não fazem parte da lista da competição, foram convidados para treinar.

Confira a tabela de jogos da primeira fase do Brasil:

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 *horário oficial de Brasília 

Fotos: Daniel Zappe/MPIX/CBV

[Superliga] Sada Cruzeiro conquista o penta e se torna o maior campeão da competição

“A imagem do Cruzeiro resplandece”, a frase do hino nacional brasileiro define o que há sete temporadas faz o Sada Cruzeiro, que quebra recordes e levanta taça atrás de taça. Neste domingo (7), no Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), diante de 13.956 torcedores, a maioria torcida celeste, mais um capítulo vitorioso foi escrito, o time derrotou o Funvic Taubaté por 3 sets a 1, parciais de (25×22,25×22, 18×25 e 25×19) em 1h57 de partida, se consagrou pentacampeão da Superliga, o que transformou o time mineiro em maior vencedor da competição, superando Minas e Florianópolis, que têm quatro títulos cada um.

Com uma campanha quase que perfeita, O Sada chegou a decisão com apenas uma derrota em toda a Superliga [22 jogos e 21 vitórias], sendo o único placar desfavorável, justamente para Taubaté, no final do segundo turno da competição, quanto atuou com o grupo quase todo reserva, pois já estava com folga no primeiro lugar da classificação. Vale ressaltar que ao longo dessa Superliga estiveram em quadra 10 dos 12 jogadores campeões olímpicos [sendo apenas dois do Cruzeiro, William e Evandro] uma disputa de alto nível, o que enaltece ainda mais a trajetória cruzeirense.

O JOGO

A tão aguardada final entre Cruzeiro e Taubaté, respectivos primeiro e segundo colocados na fase de classificação, seria decidida a favor da equipe que encontrasse esse equilíbrio entre ataque e defesa e, foi assim que os mineiros começaram melhor. Com bons saques e dificultando a recepção de Taubaté, o Sada abriu vantagem (10×7), o que causou o pedido de tempo técnico de Taubaté. Na volta à quadra, o time do Vale do Paraíba voltou mais ligado, foi tirando a diferença no placar e no bloqueio de Lucarelli, passou a liderar o marcador (13×14). Esse fundamento estava afiado nos dois times, o que equilibrou a parcial (17×17). Mas no momento final, a equipe mineira cresceu, não desperdiçou contra-ataques, teve uma sequência indefensáveis de saques de Leal (22×19), o que fez o Cruzeiro se distanciar e ainda provocou a entrada de Japa no lugar de Lucarelli para tentar melhorar a recepção. Porém, a mudança foi tardia e não causou efeito no placar, que foi vencido pelos anfitriões por 25×22, em 29 minutos.

2º set

Taubaté começou mais agressivo e, contando com erros de ataques do Cruzeiro, abriu uma ótima vantagem (3×7), o técnico Marcelo Mendez pediu tempo. A parada fez bem ao time mineiro que voltou mais ligado, rapidamente tiraram a desvantagem e igualaram o placar (8×8). Com dois saques indefensáveis de Éder, Wallace marcou mais um ponto para o Funvic, que abriu dois pontos (15×17). Os cruzeirenses foram buscar o placar, em jogada de pura habilidade de Filipe que explorou o bloqueio e deixou tudo igual (20×20). Mais uma vez, o saque foi determinante para definir os números finais do set, no ponto direto nesse fundamento de Leal, o time celeste passou a comandar o marcador (21×20). Leo, jovem jogador cruzeirense, entrou para sacar e, com um saque balanceado, permitiu o contra-ataque mineiro, que terminou com um lindo ataque Simón (23×21). E o baixinho William, acostumado a levantar bolas incríveis, definiu o set cm um lindo bloqueio (25×22), 32 minutos.

serginho e filipe

– Jogando juntos há sete temporadas, Serginho e Filipe comemoram mais um título.  O líbero se transforou no maior vencedor da competição, com sete títulos. (Foto: Divulgação/CBV/Inovafoto)

3º set 

Assim como havia acontecido anteriormente, o Taubaté abriu (3×7). Japa, que entrou no lugar de Lóh, no início desse set, marcou dois pontos consecutivos, ampliando a vantagem do time paulista (4×10).  O Cruzeiro demonstrou uma reação e Funvic respondeu parando a parcial (13×15).  Com Lucarelli crescendo na partida tanto na recepção quanto no ataque, o ponteiro fez sete pontos ao longo do set, o time paulista se impôs e não deixava o rival reagir. Com o crescimento de Lucarelli, o levantador Rapha pôde distribuir mais as jogadas no ataque, não sobrecarregando o oposto Wallace (18×23). E, de novo, o saque foi fundamental, desta vez para que o Funvic Tabaté vencesse o set, com uma ótima vantagem, após ace de Éder (25×18), em 26 minutos.

4º set

As equipes começaram o set errando muito saque (4×4). Um bom saque, concluída com a bola de xeque, colocaram o Cruzeiro com dois pontos de vantagem (9×7). Em uma jogada excepcional de William, que deixou Evandro sem bloqueio, os cruzeirenses abriram margem (13×9), levantando o ginásio do Mineirinho.  Se por um lado a recepção não funcionava, Mário Jr foi substituído por Matheus, do outro lado, Serginho colocava a bola nas mãos de seu levantador. O time mineiro impôs um ritmo forte e Taubaté não sobre como reagir (18×11).  O time paulista apresentava nervosismo e ansiedade para concluir o ponto, o que não foi bom para a equipe. Após longa troca de bolas, Leal marcou, dando o match point para o Sada, que finalizou o set (25×19) e a partida, após Isac bloquear.

 

[Superliga] Com direito a set mais longo da temporada e definição no quinto set, Sesi vence Taubaté e provoca quarto jogo

Nada definido no confronto entre Funvic Taubaté e Sesi SP. Nesta sexta-feira(21),  as equipes entraram em quadra pelo terceiro jogo da série melhor de cinco da semifinal da Superliga Masculina, no ginásio do Abaeté, em Taubaté(SP), que poderia definir o confronto, já que o time do interior paulista vencia por 2 a 0.

Porém, em um jogo muito disputado e com um primeiro set com 41 minutos de duração, o maior dessa edição da Superliga,  o Sesi venceu, fora de casa,  por 3 sets a 2, parciais de (37×35, 21×25, 19×25,25×21 e 15 x 10), levando a disputa para o jogo 4. A partida será na quinta-feira(27), às 19h30, no ginásio Lauro Gomes, em São caetano do Sul (SP), com mando de campo do Sesi.

Em partida em que os opostos lideraram suas equipes, o oposto Théo, do Sesi, marcou pontos em todos os fundamentos, 27 no total, sendo dois de ataque, dois de saque e 23 de ataque, e foi eleito o melhor jogador do confronto, com 15% de votação, que é realizada  em voto popular no site da Confederação Brasileira de Vôlei(CBV).

O jogo

A equipe de Taubaté começou arrasador, com dois pontos de bloqueio e ace de Lucarelli (3×0). O time mandante foi se mantendo à frente do placar com o dobro de pontos do adversário (8×4). Com o decorrer do set, o passe foi chegando melhor nas mãos do levantador Bruno, que pôde distribuir melhor as jogadas e diminuir a desvantagem (12×11).  Comandados pelos ataques de Wallace, o Funvic voltou a crescer no set e abrir vantagem, após mais um bloqueio, o quarto da equipe (16×13). Do outro lado, o saque apareceu e, com dois pontos diretos nesse fundamento do central Lucão, o Sesi voltou para o jogo (20×18). É verdade que Taubaté teve duas bolas para fechar o set (24×22), mas o adversário reagiu e foi a vez dos visitantes terem a chance de fechar o set (26×27). O equilíbrio se restabeleceu e os dois times desperdiçaram boas chances de encerrar o set, que só foi decidido no bloqueio simples de Théo, após 41 minutos, com o placar de (35×37).

2º set

Assim como aconteceu na parcial anterior, o Funvic Taubaté iniciou melhor e liderando o marcador com boa margem (5×2). O saque, do Sesi voltou a funcionar e o time diminuiu o prejuízo (14×13). Determinados a não deixarem os visitantes reagirem novamente, os mandantes voltaram a ditar o ritmo do set, com destaque para o oposto Wallace, destaque no ataque, que com muita variação, ora ataque explosivo, ora explorando o bloqueio adversário, manteve o seu time à frente (19×16). O time do interior paulista seguiu cometendo poucos erros, foram seis ao longo do set contra nove do adversário, e se encaminhou para fechar o set em 27 minutos, após erro de ataque de Murilo (25×21).

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– Com 27 pontos( 2 de ataque, 2 de bloqueio e 23 de ataque), o oposto Théo foi o maior pontuador do confronto e recebeu o troféu VIva Vôlei. (Foto: Bruno Miani/CBV)

3º set

Os mandantes começaram à frente, com Lucas Lóh marcando ponto no bloqueio e no contra-ataque (6×4). No erro de Éder, a parcial empatou (9×9).  Com os times sendo liderados pelos opostos, Wallace, por Taubaté, e Théo, do lado do Sesi, o ataque de ambas as equipes se sobressaia sobre o bloqueio (13×10). Com os ponteiros do Sesi tendo dificuldades com a recepção do saque, sobretudo dos saques de Lucarelli, o treinador Marcos Pacheco colocou Fábio e Alan para jogar, nos lugares de Vaccari e Murilo. Porém, demonstrando muito volume de jogo, Funvic seguiu dominado o placar (20×15) e, com boa margem, fecharam o set por (25×19), em 25 minutos, virando o jogo para 2 sets a 1.

4º set

Rafa, levantador reserva do Sesi, começou o quarto set como titular. Quando a bola subiu, os times se revezavam na liderança do placar. Com dois pontos consecutivos de saque de Riad, o time visitante abriu dois pontos (9×11). Théo, bastante acionado, cravava a bola no chão e dava segurança na virada de bola (12×16). Com o jogo chegando nos momentos decisivos, a rivalidade foi crescendo e seguiu com muita reclamação dos times, o que gerou um cartão amarelo para Fábio, jogador do Sesi.  Se o time da casa pouco errou na parcial anterior, nesse set foram 11 erros de Taubaté, contra apenas cinco dos visitantes, o que dificultou uma possível reação (23×18). Após outro longo set, 31 minutos, o Sesi fechou em (21×25), levando a decisão para o quinto set.

5º set

O início do set decisivo começou melhor para os visitantes que, no erro de Éder, foram para a troca de lado de quadra com dois pontos à frente (6×8). Com Théo chamando a responsabilidade e marcando pontos de ataque atrás do outro e pontuando também no bloqueio, o Sesi foi ampliando a vantagem (6×10). Do outro lado, Wallace tentava recolocar o Taubaté no jogo (10×13). Porém, no bloqueio de Lucão, o Sesi deu números finais ao set (10×15) e ao jogo por 3 sets a 2 para os visitantes.

Equipes:

Funvic Taubaté: Rapha, Wallace, Lucas Lóh, Lucarelli, Otávio, Éder e o líbero Mário Jr.

Entraram:  Japa, Gelinski, Renan, Matheus.

Técnico: Cézar Douglas

Sesi SP: Bruninho, Théo, Murilo, Vaccari, Lucão, Riad e o líbero Serginho.

Entraram: Rafa, Alan, Fábio, Leitzke e Johan.

Técnico: Marcos Pacheco

[Foto: Bruno Miani/Inovafoto/CBV]

[Superliga] Em jogo de 5 sets, Taubaté supera o Sesi mais uma vez e abre 2 a 0 na série

Neste sábado (15), SESI SP e Funvic Taubaté (SP) voltaram à quadra para a disputa do segundo confronto da série melhor de cinco da Superliga Masculina e, assim como aconteceu no primeiro jogo, Taubaté saiu vitorioso, desta vez por 3 sets a 2, parciais de (25×23,21×25, 25×18, 19×25 e 15×13 ) e está a uma vitória da final da competição.

A partida, que teve mando de campo do Sesi, foi realizada no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul (SP) e não na Vila Leopoldina, casa do time da capital paulista durante toda temporada, pois o ginásio não tem a capacidade mínima de 2000 expectadores, uma das exigências da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) a partir dos playoffs.

 A terceira rodada, que poderá definir o finalista desse duelo, será na próxima sexta-feira (21), às 21h, no ginásio do Abaeté, em Taubaté (SP), com transmissão do Sportv 2. Na outra semifinal, o Sada Cruzeiro também poderá carimbar sua vaga na final se vencer o Vôlei Brasil Kirin, no sábado (22), às 21h30, no ginásio do Riacho, em Contagem (MG).

– Com 21, 9 % de votos, o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador da partida. (Foto: Wander Roberto/ Divulgação CBV]

O jogo:

O time de Taubaté começou melhor (1×4). O ataque de ambas as equipes trabalhava muito bem, sobretudo com Théo, pelo lado do Sesi, e Lucarelli, pelo lado do Funvic, eles marcaram, respectivamente, seis e cinco pontos, totalizando 13 pontos de ataque para cada time na primeira parcial.  O saque foi outro fundamento que funcionou para os dois times e equilibrou a partida. Após excelente saque de Vaccari, o set ficou igual (15×15). Nesse mesmo fundamento, após tempo técnico de Cézar Douglas, o time do Vale da Paraíba aproveitou para voltar a abrir vantagem (15×17). No final, o bloqueio de Taubaté começou a amortecer os ataques do adversário e, nos contra-ataques, a equipe foi ampliando (17×22). Quando parecia que o set já estava decidido, o levantador Bruninho conseguiu excelente sequência no saque e reequilibrou o jogo (23×24). Porém, o oposto Wallace decidiu (23×25), após 27 minutos.

2º set

O início foi mais equilibrado (4×4). Após ataque do oposto Théo, os anfitriões abriram dois pontos pela primeira vez na partida (10×8). Com o central Riad liderando o bloqueio, três no set, sua equipe foi se distanciando na liderança do placar (15×11). Se por um lado a equipe da capital paulista demonstrava um ritmo melhor, Taubaté parecia ter diminuído a intensidade, a linha de recepção encontrava uma certa dificuldade e o ataque caiu de rendimento (19×14). Do lado do Sesi, com o passe chegando na mão do Bruno e com o ataque afiado, foram 15 pontos nesse fundamento contra 10 do adversário, Théo comandava o time, que fechou o set (25×21), em 27 minutos, e igualou o jogo, após erro de saque do oposto de Taubaté.

3º set

– Sesi fez uma grande partida, mas não foi suficiente para igualar a série. (Foto: Wander Roberto/Divulgação CBV]

No ritmo da vitória no set anterior, a equipe mandante começou ditando o ritmo (6×4). Temendo que o adversário abrisse muita margem logo no início Taubaté parou a partida. O saque do Sesi continuou muito agressivo e eficiente, dificultando a virada de bola do Funvic (16×13). O oposto Wallace não conseguia colocar a bola no chão e os ponteiros, Lucarelli e Lucas Lóh, também não tinham caminho fácil (16×13). Depois de 19 segundos de rali, com direito a defesas incríveis de Serginho e Murilo, o ponto terminou no ataque de Théo (18×14). Após 25 minutos, o Sesi fechou o set (25×18), virando o jogo.

4º set

Dispostos a levarem o jogo para o tie- break, Taubaté apresentava o volume de jogo do primeiro set (6×9). O oposto Wallace reapareceu na partida e voltou a desequilibrar, com saques eficientes e ataques indefensáveis (11×16).  A virada de bola do Sesi caiu e o técnico Marcos Pacheco mudou sua equipe, os ponteiros Fábio e Alan entram nos lugares de Murilo e Vaccari. Após longa troca de bolas, que terminou com um ponto de Taubaté, o oposto Wallace recebeu cartão amarelo por causa de uma comemoração efusiva (13×20). Com o passe chegando perfeito na mão de Rapha, o levantador podia ousar mais na distribuição das jogadas, após uma pipe de Lucarelli, o Taubaté venceu a parcial (19×25), levando o jogo para o set decisivo.

5º set

O tie break começou com o Taubaté bloqueando melhor e abrindo vantagem (5×8). Além disso, o ataque do Sesi voltou a cair e, do outro lado, o Taubaté apresentava muito volume de jogo e aproveitava os contra-ataques (10×13). Porém, com apoio da torcida e comandados dentro de quadra por um bom saque, o time mandante reagiu e diminuiu a desvantagem (12×13). Porém, à frente durante todo a última parcial, o Funvic Taubaté deu números finais ao set (13×15), depois de um ataque do oposto Wallace.

Equipes:

SESI SP: Bruno, Théo, Murilo, Vaccari, Lucão, Riad e o  líbero Serginho.

Entraram: Leitzke, Alan, Rafa, Fábio e Johan.

Técnico: Marcos Pacheco

FUNVIC TAUBATÉ: Rapha, Wallace, Lucas Lóh, Lucarelli, Otávio, Éder e o líbero Mário Jr.

Entraram: Japa, Renan e Gelinski.

Técnico: Cézar Douglas

[Fotos:  Wander Roberto/ InovaFoto/ CBV]